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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Líder diz que licença concedida a Rachel Marques é legítima


“Nenhuma junta médica de conselho vai contra algo avaliado por outros seis médicos. Senão, será um caos”.
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Antonio Carlos (PT), contestou, na sessão plenária desta terça-feira (07/06), os questionamentos feitos pelo deputado Heitor Férrer (PDT) sobre a licença concedida à deputada Rachel Marques (PT) para tratar de problemas de saúde. Segundo ele, o diagnóstico de dores musculares, vertigem e cefaleia justifica, sim, o afastamento por 120 dias. Além disto, é prevista no Regimento Interno da Casa.

Para Antonio Carlos, os reclames de Heitor são injustos. “E se as dores forem recorrentes? Não é legítimo que a colega tenha o direito de tirar a licença? Dor de cabeça e dores musculares podem acarretar algo mais grave. Se ela não parasse, se desgastaria ainda mais”, argumentou, lembrando que a deputada chegou a pedir licença de 30 dias no começo do ano, mas os sintomas persistiram.

O petista classificou o pedido de investigação da validade do atestado médico proposto por Heitor como “invasão de privacidade”. O pedetista vai levar o caso ao Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec). “Ela está doente. A crítica pode até vir, mas atingiu a pessoa errada, na hora errada e no contexto errado”, opinou o líder.

Em aparte, o deputado Tin Gomes (PHS) afirmou que, ao contestar o atestado médico, Heitor coloca-se contra vários profissionais da sua área de atuação. Férrer é médico. “Nenhuma junta médica de conselho vai contra algo avaliado por outros seis médicos. Senão, será um caos”, considerou, pedindo que o pedetista proponha mudanças ao Regimento.

Na avaliação do deputado Dedé Teixeira (PT), Heitor cometeu uma injustiça com a Assembleia, sempre criteriosa nas concessões de licenças parlamentares. Ele lembrou da situação do ex-deputado José Ilo Dantas (PSDB), que passou toda a legislatura passada afastado por problemas cardíacos. “O próprio deputado Hermínio Resende (PSL) já se sentiu mal durante uma sessão e teve que ser atendido em plenário”, frisou.

Já o deputado Leonardo Pinheiro (PR) disse entender que as colocações tratam apenas do mérito regimental. “Passei quatro meses aqui no mandato passado e, quando voltei nesse, percebi que a deputada Rachel não tinha a mesma vitalidade. Mas não cabe a nós discutir a patologia da deputada. Até porque o Código de Ética Médico diz que é questão privada do paciente”, sublinhou o republicano.


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