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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Quixadá e Quixeramobim são destaques no crescimento econômico do Sertão Central


Médias, porém dinâmicas. Cidades do Interior cearense estão fazendo a diferença para o Ceará crescer.
Novas estradas, aeroportos e hospitais regionais, shopping centers, instituições de ensino, empreendimentos imobiliários, entre outras obras, estão modificando a face do Interior do Ceará. Com a economia aquecida, cidades de médio porte como Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, no Cariri; Sobral, na região Norte; Iguatu, no Centro-Sul; e Quixadá e Quixeramobim na região Central, por exemplo, começam a se consolidar como molas para o crescimento econômico do Estado.
Mais oportunidades
Com mais oportunidades, esses municípios passaram também a ser receptores de novos profissionais, desenhando, assim, um círculo virtuoso nessas cidades. Mais investimentos públicos e privados fizeram ainda com que elas passassem a funcionar como polos de irradiação do crescimento, descentralizando esse processo, antes concentrado na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). "Esse é um momento em que a dinâmica econômica é muito positiva", argumenta a economista Suely Chacon, que é doutora em Desenvolvimento Sustentável e coordenadora do mestrado em Desenvolvimento Regional Sustentável na UFC no Cariri.
Segundo ela, isto "faz com que todas as atividades econômicas nessas cidades médias sejam beneficiadas. E mais que isto, permite que as localidades menores, vizinhas, também sejam contempladas, o que é favorável para o Estado como um todo, inclusive para a RMF, que vê a pressão populacional relativamente diminuída".
Conforme acrescenta, o peso das transferências governamentais e dos empregos ligados ao setor público ainda é grande, "mas o comércio e os serviços estão crescendo bastante, sobretudo com a chegada de novos profissionais. A construção civil é outro setor que se destaca".
"A industrialização também tem se expandido para o Interior. No entanto, em menor proporção", diz Chacon.
Mobilidade social
Outro fator que contribui para esse processo é a inclusão de pessoas que antes estavam fora do mercado consumidor, segundo Eloísa Bezerra, coordenadora de Contas Regionais do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
"Em virtude dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família; e da desconcentração da atividade econômica, que está migrando para o Interior, por conta dos incentivos governamentais, abrindo vagas de empregos formais, a massa salarial foi ampliada possibilitando, assim, a mobilidade social. Ou seja, pessoas que estavam fora do mercado consumidor entraram para o rol dos que consomem, ampliando os investimentos nessas cidades", explica.
Não é à toa, reforça Bezerra, que em boa parte das cidades há obras dos governos, tanto locais como estadual e federal, assim como da iniciativa privada, que têm contribuído para as melhorias. "Nesse contexto, destacam-se indústrias e empreendimentos ligados ao turismo. Esses eventos estão contribuindo para melhoria econômica nos municípios cearenses, sobretudo nas cidades de porte médio", diz. A expansão do ensino é outra melhoria. "As escolas técnicas, os centros tecnológicos e as universidades, aliadas às instituições de ensino privado têm feito a diferença", assinala.

Informações Diário do Nordeste com adaptações na manchete

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