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sábado, 18 de dezembro de 2010

‘PT’ e PSDB se unem para comandar a Câmara Municipal de Quixadá


"Hoje estamos todos na mesma mesa, todos da situação”, cita Edi Leal.
Uma aliança estranha e que contraria os discursos opostos das duas maiores correntes partidárias existentes no país, enquanto a nível nacional essas siglas partidárias se digladiam, em Quixadá nunca tiveram tão unidas como hoje. Essa união resultou na vitória do vereador e irmão do ‘chefe’ do executivo municipal, José Kleber Bezerra Carneiro Júnior (PT) e do vice Pedro Diógenes Baquit (PSDB), além de José Maria (DEM) como secretário. Essa corrente busca afundar o grupo político de Ilário Marques, antigo chefe petista da maior base política do PT na região.
A sessão para a escolha da mesa diretora que deverá comandar os trabalhos nos próximos dois anos, aconteceu na manhã desta sexta-feira,17, com o plenário lotado por políticos, populares e imprensa que foram registrar a vitória da terceira corrente petista no município. A então presidenta da Câmara Municipal de Quixadá, Maria Edi Leal da Cruz Macedo, abriu a sessão em tom de despedida da presidência, ela já sentia o sabor de sua derrota, mesmo assim não abriu mão da sua candidatura. Segundo ela nunca foi procurada para entrar do grupo PT-PSDB.
Quando perguntado quem queria se candidatar a presidência, Kleber Júnior e Edi Leal se posicionaram, já para vice o sobrinho do deputado Osmar Baquit (PSDB), Pedro Baquit, sendo também candidato a secretário, José Maria (DEM). Adriana Severo (PV), Wellington Xavier-Cí (PSDB), César Augusto (PSDB, Ivan Construção (PT), José Maria (DEM), Kleber Júnior (PT), Maria Irisdalva-Dadá (PT) e Pedro Baquit (PSDB), votaram no petista Kleber Júnior. Edi Leal (PT) recebeu apenas o seu voto. No fim a nova e terceira corrente do esfacelado PT municipal consagrou-se vencedor com aval do PSDB.
Com a palavra facultada, o tucano Pedro Baquit, disse que votou em Kleber Júnior por acreditar em mudanças na administração atual. Garante que não aconteceu acordos políticos e tampouco financeiros. Por ser suplente e para garantir a sua continuação na casa municipal, Dadá destacou os seus 14 anos de parlamentar. Audiênio Morais classificou o fato como histórico, espera mudança na desmantelada gestão petista e disse que a supremacia (Ilário Marques) não teria mais espaço. O opositor ferrenho da administração, Cí, se rendeu aos encantos e teceu elogios a si mesmo, para ele, essa decisão foi simplesmente uma vontade de mudar Quixadá e garante que não teve por trás dinheiro. Em seu discurso moralista disse que mesmo assim não foi fácil chegar a tão comemorada decisão. Segundo Cí, nenhum político pode se eternizar no poder, porém, esquece de si mesmo que já tem quase 16 anos de parlamentarismo. Adriana Severo seguiu a mesma linha de Dadá, ela também é suplente.
O novo presidente em um tom de quem manda agora é a nossa corrente, pediu perdão e logo apoio de sua colega Edi Leal. “Infelizmente peço perdão a você Edi, mas preciso ajudar meu irmão”. Kleber pretende acabar com reeleição na Câmara. Segundo Júnior, o motivo principal de  lançar o seu nome foi devido ter cansado de ver o seu irmão levando pancadas, “eu cansei de ver o meu irmão levando pancadas”. Ele garante se Rômulo Carneiro estivesse mais próximo dele tudo isso não teria acontecido, “se ele tivesse me escutado um pouco mais, pancadas ele não teria levado”, citou. O novo presidente disse que fez apenas um pedido ao prefeito, “honre os 22 mil votos que você tirou em Quixadá”, pediu. “Eu não estou preocupado com reeleição, quem quiser ser candidato comece a se lançar”, opina o parlamentar. Na visão de Kleber nenhum secretário é culpado pela desastrosa administração e sim o próprio prefeito. “Secretario não é culpado de nada não, quem manda na minha casou sou eu, o Rômulo deveria mandar na prefeitura também”. No fim o experiente político concluiu dizendo que ninguém construa palácio, porque é de areia e pode se desmoronar.
No discuso de despedida, a vereadora Edi Leal disse que poderia ter votado no novo presidente, "não fui consultada e nem convidada, em nenhum momento recebi ligação sua ou do seu irmão, poderia ter votado hoje em vossa excelencia, mas não foi necessario", desabafa. Segundo a parlamentar, os vereadores precisam salvar o governo municipal. Edi lamentou os inúmeros requerimentos sem sucesso, “muito requerimentos foram enviados, porém, nunca recebemos resposta de nenhum”. Ela aproveitou para apimentar quando citou que o prefeito Rômulo Carneiro passa a não ter mais oposição, fazendo uma referencia a aliança que conduziu a sua derrota. Na visão dela, agora Quixadá tem apenas uma família que governa  o município, "acredito que agora vossa excelência como irmão do prefeito, além de ser presidente da Câmara é uma única família que governa Quixadá".
Confira trechos do discurso da vereadora Edi Leal

Confira trechos do discurso do vereadora Kleber Júnior

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