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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Seremos perfeitos algum dia?

Opinião e Ação
 Por Getulio Freitas

Nossa mente deve ser como nosso quarto ou casa, que constantemente podemos arrumar.
Algum dia seremos perfeitos? O que é a perfeição? O que nos torna perfeitos? E para que ser perfeito? Há felicidade na perfeição? Os dilemas éticos cessam e as injustiças são sanadas quando há a perfeição? Como seria uma sociedade formada por entes perfeitos? Bem, já fiz perguntas tão profundas que teria que escrever um livro para debater sobre elas, no entanto essas perguntas apenas servirão para fazer-nos refletir sobre essa palavra tão inquietante!

Nas sagradas escrituras cristãs, consta a seguinte passagem “Sede perfeitos, portanto, como o Pai celeste é perfeito.” (Mateus 5,48). Confesso que esta passagem sempre me frustrou, pois por mais que tentássemos chegarmos a perfeição, jamais ela é alcançada. E se alcançada, seria uma cessar de aprender, pois a perfeição compreende um estado completo e pleno. Mas recentemente ao pesquisar, minhas esperanças foram renovadas quando descobri que a palavra grega traduzida como “perfeição” também pode ser traduzida como “maduro”. Logo as palavras de Cristo ganham um sentido infinitamente maior quando passamos dizer, “Sede maduros, portanto, como o pai celeste é maduro...”, ou seja, cresçam! Sejam pessoas bem desenvolvidas emocionalmente. Pessoas que cultivam relacionamentos sadios, que vivem de bem com os irmãos com quem convive diariamente. Jamais seremos perfeitos, mas poderemos continuar sempre a crescer. A idéia de perfeição é completamente contrária a essência humana, do ser potencialmente falho, mas em contínuo processo de evolução e aprimoramento.
Nossa mente deve ser como nosso quarto ou casa, que constantemente podemos arrumar para deixar mais confortável. Podemos pegar coisas daqui, dalí, jogar outras fora se necessário, comprar novas, no entanto a idéia de manter o conforto deve ser o referencial para as mudanças que realizamos nele. Logo em nossa vida também devemos sempre estar abertos a mudanças, sendo que algo não deve mudar; a essência e o objetivo para que a mudança aconteça, a sanidade de nossos relacionamentos com os outros. Somos seres sociais e como tal a matéria que nos mantém humanos são os relacionamentos interpessoais. Se és capaz de lidar com a multiplicidade de semelhantes, também poderá ser capaz de lidar com a multiplicidade de coisas que habitam dentro de ti. Jesus Cristo, acreditava que o relacionamento era a base de tudo. E ao condensar todos os mandamentos em apenas dois diz claramente isso, “Ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Esses dois ensinamentos descrevem esse movimento esplêndido! Eu chego ate a sentir esse movimento que até me causa um arrepio, do ir a Deus, buscar seu amor e voltar aos seres humanos para entregar, compartilhar, dividir este amor.
Meus caros, peço encarecidamente que se desfaçam de qualquer idéia de que a salvação se dá pela ausência de pecado, de errar. Ela se dá pela crença e prática de que iremos continuar a pecar, isso é inevitável, mas que seremos capazes de rever nossas ações e corrigi-las e sermos pessoas melhores a cada dia. É este estado de amadurecimento que Jesus deseja que tenhamos. É este estado de amadurecimento que nos leva a crescer enquanto seres humanos e a construir uma sociedade mais igualitária, que cultive o respeito pelo outro. Afinal só sabemos se tudo está bem se os relacionamentos entre as pessoas estão bem! Eu te desafio a se mover...! O reino de Deus já esta aqui entre nós!

Getulio Freitas
Estudante de Administração pela Universidade Federal do Ceará – UFC
Ambientalista, membro atuante da Associação Serrazul de Ibaretama
Colunista do portal Revista Central
As opiniões aqui expressas não necessariamente coincidem com a da Revista Central

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