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sábado, 27 de novembro de 2010

Comercializar Deus e banalizar a fé.Quem te salvará?


É necessário que tenhamos em mente a cada dia que existem coisas que só Deus pode fazer.
"Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, ao sabor das paixões, amontoarão para si mestres, conforme suas próprias concupiscências e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”. (2Tm 4,3-4).
Muito tem me preocupado o posicionamento e orientações de muitos líderes religiosos que evocam a idéia de que fora da minha igreja não há salvação.  E também me preocupa a multiplicidade de seitas e igrejas que surgem a cada dia prometendo os mais variados benefícios, desde a salvação da alma até a salvação da sua empresa, ou a cura de algum mal físico. A cada dia Deus (o ser supremo), tem sido reduzido a consultor empresarial, médico, psicólogo e dentre as mais variadas necessidade que são evocadas sob a alegação de que “vem de Deus”, “Deus me disse”, “Deus me revelou”. Não duvido de milagres e muito menos do poder da fé. Mas prezado amigo, antes de evocares Deus, primeiro faça uma faxina na tua casa e veja o que ta acontecendo que é responsabilidade tua e somente tu podes resolver? Lembre-se, “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos...” (I Coríntios 6:19), e assim como andas este templo? O que andas fazendo com ele?
 Sobre isso, a sagrada escritura cristã já alertava há milênios atrás dizendo: "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, ao sabor das paixões, amontoarão para si mestres, conforme suas próprias concupiscências e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”. (2Tm 4,3-4). Essa passagem bíblica nunca foi tão válida para nossa realidade, embora tenha sido escrita em uma realidade e uma época diferente.
Muito me inquieta o movimento que cresce a cada dia dos que se dizem “sem igreja”, e pregam que não precisamos de igreja para servir a Deus e muito menos chegarmos à salvação.  Essa afirmação não tem o mínimo traço de senso comum! Visto que não há como praticar o amor ao próximo preso em casa ou acenando na janela eloqüentemente para os que passam na rua. Alguém diria para um médico que quem opera é ele e não o bisturi? Com a religião acontece fato semelhante.
O amor de Deus nos impele a agir, acredito no amor-ação. Um amor que ver o irmão passando fome e simplesmente diz: “orarei para que o senhor te alimente...”, e não faz algo para ajudá-lo, que tipo de amor é este?
Uma das passagens mais belas da bíblia é esta: “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mt 25,35-40) Quantos já vistes com fome e não alimentastes? Quantos precisam somente de tua atenção e deixas carente? Por quantos passastes e tua soberba te fez virar o rosto? Quantas vezes teu preconceito matou o amor de Deus dentro de ti?
Uma parábola que me encanta e me faz refletir a respeito desse amor-ação, é a bom samaritano. E para complementar o sentido dessa parábola, aproveito para comentar um interessante fato que me aconteceu. Certa fez certo rapaz chegou para mim e me perguntou onde estava Deus no momento do Tsunami da Indonésia? Onde está Deus com tantas crianças morrendo de fome na áfrica. E fez outras perguntas com o objetivo de por a prova o poder e a existência de Deus. A resposta está nessa parábola! Somos canais do amor de Deus, e o amor dele chega a nós através de nós mesmos. Deus é aquela voz dentro de ti que te manda fazer algo de bom ao próximo. Aquela voz que manda alimentar aquele que tem fome ou vê-lo na rua. Aquela voz que te manda visitar aquele que está enfermo. Quem escutou Deus na historia do bom Samaritano?  E diante disso, quantas vezes temos dado as costas para Deus e deixado nosso irmão perecer no caminho?
É necessário que tenhamos em mente a cada dia que existem coisas que só Deus pode fazer e coisas que só nós podemos fazer e ele jamais fará aquilo que é sua responsabilidade. Responsabilidade divina e responsabilidade humana. Quantas vezes matamos “o mover de Deus” dentro de nós?

Getulio Freitas
Estudante de Administração pela Universidade Federal do Ceará – UFC
Ambientalista, membro atuante da Associação Serrazul de Ibaretama
Colunista do portal Revista Central
As opiniões aqui expressas não necessariamente coincidem com a da Revista Central

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