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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

PROCAP promete mais prisões por desvios nos municípios investigados



Por Nathália Lobo

Promotor assegura que investigações estão sendo aprofundadas em vários Municípios que fraudaram licitações.

Foto: José Leomar
"A operação continua sendo realizada em outros Municípios do Estado do Ceará. Em cada município que as empresas sob investigação concorreram em licitações, haverá desmembramento da operação ´Província II´. Novas prisões podem ocorrer em breve".

A afirmação é do promotor de Justiça, Luiz Alcântara, da Procuradoria de Crimes Contra o Patrimônio Público (Procap), ontem pela manhã, em entrevista coletiva na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil.



"Dentre as prisões preventivas decretadas pela Justiça neste último momento da operação, uma ainda não foi cumprida. Ana Cláudia Passos, da empresa ´Ely Construções e Serviços Ltda´, está na condição de foragida. Além dela, outras pessoas podem ser presas em novos desmembramentos da operação", ressaltou o representante do Ministério Público que vem acompanhando a operação.

Na entrevista, Alcântara destacou o trabalho de investigação realizado pela Polícia Civil - sob o comando do delegado Márcio Rodrigo Gutierrez, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). "A apuração responsável e equilibrada da Polícia Judiciária acerca das denúncias resultou numa investigação que levou a cinco novas prisões (anteontem). Mais uma organização criminosa foi desestruturada", disse, referindo-se à segunda parte da operação ´Província II´, deflagrada na última terça-feira.

Na ocasião foram presos, Carlos Kennedy Fortuna de Araújo, 33 e seu irmão Rodrigo Fortuna de Araújo, 29, ambos sócios da empresa ´Viçosel Construções e Serviços Ltda.´; Brena Cristina Barbosa Lima, 31; e Linard Silva da Rocha, 28, ambos servidores municipais de Tianguá; além do comerciante José Sidney Dourado Gomes, 48, responsável pela empresa ´Umari Construções Ltda.´ "Destacamos que todas essas pessoas já estão formalmente denunciadas como participantes e integrantes de uma organização criminosa que fraudava processos licitatórios".

O crime
O grupo é acusado de crimes contra a administração pública, formação de quadrilha, fraudes de licitações e falsificação de documentos públicos e particulares. Alugavam CPFs de pessoas humildes de Fortaleza e do Interior para constituírem empresas ´fantasmas´.

Fonte: Diário do Nordeste



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