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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Adutora não funciona e deixa população sem abastecimento



Por Alex Pimentel

População exige ativação de rede de abastecimento de água pela Adutora de Macacos, em Ibaretama

Adutora Macacos / Foto: Alex Pimentel
Moradores de seis comunidades rurais de Ibaretama, no Sertão Central, localizada a cerca de 130Km de Fortaleza, reivindicam a imediata ativação da rede adutora do Açude Macacos. O reservatório público tem água suficiente para abastecer toda a região. Segundo eles, as obras foram concluídas há mais de um ano.

Todavia, eles alegam que até agora não apanharam nenhuma gota de água das unidades de distribuição construídas nas localidades de Barreiro, Lajedo, Oiticica, Piranji, Triunfo e Posto São Paulo. São obrigados a pegar água nas carroças ou comprar de carros-pipa.

As redes de distribuição para as moradias ainda não foram instaladas, mas para as lideranças comunitárias dessas localidades, com o funcionamento da adutora o sofrimento será amenizado. O carro-pipa demora a chegar e quanto menor a distância, menor será o peso dos baldes e tambores. Não serão mais obrigados a percorrer léguas em carroças em busca de água para o uso doméstico diário. Estão aprendendo a não utilizar mais no banho e na lavagem de panelas e louças a água das cisternas, captada nas chuvas para beber.

Quando a rede adutora estiver funcionando, a sede do Município, onde já existe rede domiciliar, também será beneficiada. Embora no início do mês a Prefeitura tenha firmado convênio com o Assentamento Lenin Paz II, assegurando abastecimento do açude dos assentados, muitos desconfiam de novos cortes inesperados. Representantes do assentamento federal negam a prática, responsabilizando a gestão pelo problema. Todavia, os consumidores discordam. "Quando não recebem o dinheiro, eles cortam a água. Pode acontecer novamente", desabafa uma moradora pedindo para não ter seu nome revelado temendo represálias.

Para o presidente da Câmara de Vereadores de Ibaretama, Francisco Carleano de Almeida, a água é com certeza uma das principais necessidades básicas para a sobrevivência humana, mais ainda para quem mora em regiões secas como o semiárido do Ceará. O lugar onde nasceu é um deles. Ele mora no Distrito de Piranji, cortado pela CE-359.

Custo
As 200 famílias ali residentes pagam R$ 4,00 por um tambor de 200 litros. Recebem uma água sem qualquer tratamento. Ele concorda com os moradores das outras localidades. Está preocupado. Em outubro de 2009, foi assinado o contrato para construção de outra adutora, do Açude Caju Piranha. A água nunca chegou.

Na localidade de Lajedo, o agricultor João Ferreira dos Santos tomou uma atitude radical. Revoltado com a demora do Governo do Estado em lhe ressarcir pelas terras utilizadas para a construção de uma das unidades de distribuição de água, cercou tudo com arame farpado, impedindo os técnicos de testar a estrutura. Segundo o trabalhador rural, a área de 100 m² foi vendida por apenas R$ 1 mil, mesmo assim ainda não pagaram. Ele e outras 30 famílias estão indignados. A obra está pronta, mas não funciona.

O supervisor de adutoras da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), engenheiro agrônomo Sales Ribeiro, confirma a conclusão das obras de toda a rede. Os testes já foram efetuados, excetuando-se a unidade cercada pelo agricultor João Ferreira. Mas, de acordo com o técnico, existe a necessidade de implantação da rede intradomiciliar, ligando os reservatórios às casas, para poder ativar a adutora do Açude Macacos. O projeto da rede domiciliar está pronto e deverá ser licitado em breve. Atendidos os trâmites legais, o serviço complementar poderá ser iniciado no prazo de 60 a 90 dias.

Ribeiro reconheceu também a possibilidade de o Estado liberar o fornecimento de água bruta para as comunidades numa situação emergencial. Cabe ao governador Cid Gomes decidir e ao secretário de Recursos Hídricos, Cesar Augusto Pinheiro, cumprir a determinação. Mas o melhor é aguardar a execução da canalização domiciliar. Quando estiver pronta, a Prefeitura de Ibaretama poderá decidir com quem ficará o Termo de Cessão de Uso, provavelmente com a Cagece.

O Banco Mundial e o Ministério da Integração Nacional só darão o projeto por concluído quando as famílias estiverem sendo beneficiadas, completou. A obra do Sistema de Transposição de Água do Açude Macacos iniciou em 2009. O prazo para execução foi de 150 dias, em média cinco meses. O valor do investimento, com recursos do Governo do Estado e Federal foi de R$ 3.088.793,63. Ainda houve aditivos. Já o Macacos tem capacidade de armazenamento de 10.320.337 m³. Atualmente, está com 84,07% da capacidade. Barra as águas do riacho dos Macacos, um afluente do Rio Piranji. Foi concluído em 2007. Ibaretama tem 12.928 habitantes, segundo o IBGE.

MAIS INFORMAÇÕES 
Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra)
Rua Adualdo Batista, 1550 - Fortaleza
Telefone: (85) 3101.4712

Fonte Diário do Nordeste

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Um comentário:

Coisas de Maria disse...

Pirangi não tem abastecimento de água? É isso mesmo???

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