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sábado, 21 de janeiro de 2012

Funceme prevê chuvas em torno da média até abril


Não descarta a ocorrência de chuvas intensas, com possibilidade de alagamentos e inundações.  
Entre fevereiro e abril de 2012, em todo o Ceará, as chuvas devem ficar em torno da média histórica. O prognóstico foi emitido pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), nesta sexta-feira (20), durante o  XIV Workshop Internacional de Avaliação Climática para o Semiárido Nordestino. Dessa maneira, a previsão indicou os índices de probabilidade atribuídos às categorias para o período analisado: normal (40%), acima da normal (25%), e abaixo da normal (35%).

Para chegar a este indicador, foram consideradas as análise dos padrões atmosféricos de grande escala (ventos em superfície e em 10km de altura, pressão ao nível do mar, entre outros), das temperaturas da superfície do mar sobre os oceanos Pacífico e Atlântico (indicativas de fenômenos como La Niña), e dos resultados de modelos numéricos globais e regionais e de modelos estatísticos de instituições de pesquisa do Brasil (INMET, INPE) e do exterior (IRI, Uk MetOffice, ECMWF).
O presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, ressalta que, em função da variabilidade espacial e temporal, características normais da chuva no norte do Nordeste, é necessário um acompanhamento forte das previsões diárias, para saber com antecedência quando e onde deverá chover. “A situação das temperaturas do Oceano Atlântico não estão definidas, por isso, também vamos atualizar sistematicamente este prognóstico. Já na segunda quinzena de fevereiro, no Rio Grande do Norte, teremos mais uma reunião climática para avaliar a previsão climática”, explica.
Consequências
Para o secretário do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, o indicador de chuvas em torno da média é confortável. “Precisamos ser otimistas. No ano passado foi assim e nós tivemos uma excelente safra. Nossa distribuição de sementes está pronta. Os grãos já chegaram em todas os escritórios regionais da Ematerce. Agora, também temos o planejamento emergencial, caso algumas regiões sofram com estiagem. Até hoje, dia 20 de janeiro, os agricultores podem aderir ao Seguro-Safra, onde ele paga R$ 6,80 e, em caso de perda de mais de 50% da safra, ele recebe R$ 680. Além disso, estamos com o programa de cisternas de placa em andamento. Construímos 23 mil cisternas em 2011 e devemos repetir isso em 2012”, destacou o Secretário.
Quanto ao armazenamento de água em açudes e barragens, Ricardo Adeodato, diretor de operações da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), informa que atualmente, o Estado conta com 70% da capacidade dos reservatórios. “São 12,7 bilhões de metros cúbicos de água armazenada bem distribuídos em todas as regiões cearenses, o que nos deixa tranquilos. Com o quadro de chuvas da forma que foi apresentado pela Funceme, vamos fazer a alocação dos recursos hídricos de forma inteligente, com os comitês de bacias e a sociedade em geral.
Defesa Civil
O prognóstico com precipitações em torno da média não descarta a ocorrência de chuvas intensas, com possibilidade de alagamentos e inundações. E ainda há uma tendência de que haja veranicos, períodos de uma ou duas semanas sem chuva, nas regiões com menores índices pluviométricos, como Inhamuns e Sertão Central. Dessa forma, a Defesa Civil do Estado, que já havia concluído o planejamento para situações emergenciais de cheias, agora, começa a planejar as ações em caso de estiagem no segundo semestre. “Com este prognóstico, vamos focar nosso trabalho no atendimento das ocorrências, seja para chuvas acima da média ou abaixo da média”, complementa o comandante do órgão, coronel Hélcio Queiroz.
Para a Defesa Civil de Fortaleza, a maior preocupação é com as áreas de risco. Alísio Santiago, coordenador do órgão, destaca que neste ano, houve uma inversão estratégica das ações. “Antes, nós monitorávamos, atendíamos às ocorrências, removíamos as famílias e depois reconstruíamos os bueiros, córregos e riachos. Agora, começamos pela última ação. Desde o ano passado, nós estamos desobstruindo lagoas e bueiros e construindo córregos. É uma ação preventiva, afinal, há 19 mil famílias em 89 áreas de risco na Capital cearense”
Assessor de Comunicação da Funceme



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