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segunda-feira, 1 de março de 2010

Sertão Central: Fortalecimento da apicultura

Diário do Nordeste 01/03/2010
Excelente oferta de mercado leva produtores a discutirem estratégias para expansão de produção de mel

Quixadá Cerca de 500 apicultores, de 30 municípios do Ceará, se reuniram no auditório do Centro Vocacional Pio XII, em Quixadá, para discutir estratégias de crescimento e fortalecimento do setor. No evento, promovido pela Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) e Federação Cearense de Apicultura (Fecap), os produtores foram conscientizados da necessidade de organização e da viabilidade de expansão do mercado apícola. Além dos excelentes resultados conquistados, poderão duplicar a exportação de mel de abelha. Em 2009, foram vendidas 26 mil toneladas. O Ceará atingiu a segunda colocação. Perdeu apenas para São Paulo.

O diretor de comunicação da Fecap, Paulo Airton de Macedo, destacou a qualificação das práticas de manejo, o armazenamento e o trabalho associativo como principais elementos para a valorização da matéria-prima apícola, exportada principalmente para a Europa e Estados Unidos. Ele atribui parte dessa consolidação à vegetação peculiar do Nordeste, a Caatinga. Avalia o reflorestamento como fundamental. Citou como exemplo o modelo desenvolvido em Parambu, no Sul do Estado. Além das abelhas, os apicultores cultivam mudas nativas.

Acrescentou a importância do associativismo para os pequenos produtores. Unidos, se fortalecem e conquistam melhores preços na venda do mel. Ressaltou a necessidade de mais investimentos na apicultura, assistência técnica e estruturação para extração do mel. A busca pelo Selo de Inspeção Federal (SIF) foi apontada como prioridade, mas, sem linhas de crédito para construção de casas de mel e compra de equipamentos, o apicultor não tem como atender as exigências de mercado, cada vez mais rigorosas.

Dedicado a produção de mel orgânico desde 1997, o zootecnista e empresário, Paulo Levy, ressaltou aos produtores rurais a atual posição privilegiada do Brasil, e principalmente do Nordeste, diante de consumo mundial de mel. De longe o produto apícola nacional é o melhor do mundo. Analisado dentro dos padrões de exigência internacional é considerado o mais puro do planeta. Livre dos agrotóxicos e de impurezas, ganha destaque. Como resultado, o mel extra branco, como é definido o de qualidade superior, pode atingir US$ 3,50 o quilo. Especialista no ramo, ele destacou a preocupação internacional com a superior qualidade do mel brasileiro. Após o embargo, as exportações cresceram 51% de um ano para o outro.

Outras preocupações da categoria são a falta de garantias nas perdas de produção, quando afetadas pela estiagem, e a regularização da profissão. O ministro da Previdência, José Pimentel, convidado para palestrar sobre a cobertura previdenciária para as famílias de apicultores, justificou não haver necessidade de oficialização da atividade. Está inserida no ofício do agricultor familiar. Sobre o ressarcimento de perdas, ele levará a reivindicação ao Planalto.

O ministro relatou divulgou a implantação do Simples Nacional para o microempreendedor rural. Segundo ele, milhões de pequenos produtores rurais serão beneficiados. Poderão montar suas próprias empresas, sem nenhum ônus.

Promissor

"Precisamos nos organizar ainda mais. Estamos diante de um mercado promissor"
Francisco Teixeira Filho, Presidente da Fecap

"Hoje, somos a maior potência do mundo na produção desse rico alimento"
Paulo Seixas Levy, Empresário da Cearapi

"O mel é, com certeza, uma importante fonte de renda para a agricultura familiar"
Francisca Torquato, Apicultora de Parambu

MAIS INFORMAÇÕES 

Fecap: (85) 3583.3436 - fecap.ce@hotmail.com
Cearapi: (88) 2101.0600 - info@cearapi.com.br

Alex Pimentel
Colaborador

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