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domingo, 7 de março de 2010

Quase seis meses após lei como anda obrigatoriedade do hino nacional nas escolas


Quando a seleção brasileira entra em campo e soam os primeiros acordes do Hino Nacional, todos se emocionam e entoam as primeiras estrofes. No começo, tudo bem. Apesar da letra do hino soar, em alguns momentos, ininteligível, com muitas palavras que não são do conhecimento do cidadão comum, todos cantam em alto e bom som o hino da nossa pátria Brasil.

Um fato porém interessante é que nem todos aprenderam por completo as duas partes do hino brasileiro e em certo momentos da execução fica difícil discernir qual estrofe será cantada ai a coisa começa a complicar. Principalmente na hora de mudar de estrofe, quando muitos costumam confundir “Brasil de amor eterno seja símbolo” com “Brasil de um sonho intenso, um raio vívido”. Está certo que nosso hino é longo, cheio de palavras difíceis e, em alguns momentos, de difícil execução. Mas nada disso vem ao caso. O fato é que o povo brasileiro precisa aprender a cantá-lo perfeitamente, sem engasgar num ou noutro trecho.

Pensando nisso desde o dia 23 de setembro de 2009 entrou em vigor no país a lei que torna obrigatória a execução do Hino Nacional pelo menos uma vez por semana nas escolas públicas e particulares. A lei foi sancionada por José Alencar que na ocasião estava sendo o presidente em exercício. A autoria da proposta foi do deputado federal Lincoln Portela (PR-Mg).

Agora em março seis meses depois da lei entrar em vigor muitas escolas não cumprem a obrigatoriedade e que se limitam a executá-lo apenas em cerimônias e ocasiões especiais. Mas é necessário entender que precisamos demonstrar nosso respeito a pátria mãe e aprendermos o hino até que tenham espírito cívico para cantar em qualquer ocasião.

A E.E.F. José Rufino pinheiro localizada no Distrito de Açude dos Pinheiros, zona rural de Ibicuitinga tem seguido a lei e todas as sextas-feiras em todos os turnos escolares a execução do hino tornou-se dever cívico feito com amor por toda a equipe escolar que de forma patriótica coloca a mão no peito e canta em agradecimento quem sabe a parte "Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada, Brasil", como reconhecimento de amor a pátria mãe Brasil.

Para a Diretora Geral da escola Sra. Valneida Pinheiro Nobre o ato não é considerado como obrigatoriedade e sim como forma de valorização e amor a pátria. Além de estimular a construção do afeto pelos símbolos nacionais e o espírito de cidadania. Esta seria, também, uma maneira de levar as escolas a discutir os valores nacionais e, sobretudo, de ensinar a composição do hino, cuja letra, toda composta em ordens inversas de significados, ainda é minimamente conhecida pelos estudantes.


SAIBA MAIS:
Em 1936, o governo Getúlio Vargas determinou pela primeira vez a obrigatoriedade da execução do Hino Nacional nas escolas públicas e privadas de todo o país. Em 1971, durante o regime militar, passou a vigorar lei que trata dos símbolos nacionais, também obrigando à execução do hino nas escolas durante o hasteamento da bandeira, mas ela não definia a frequência com que ele deveria ser cantado pelos alunos.
Com a sanção presidencial, à lei 5700/71 é acrescido parágrafo obrigando a que ocorra uma vez por semana. Havia outros projetos tratando da obrigatoriedade de execução do Hino Nacional tramitando no Congresso.


Fotos e Matéria: Adriano Silva
Fonte: Ibicidade

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