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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Seis suplentes tomam posse na Câmara de Dourados


Eles substituíram os vereadores afastados pelo Tribunal de Justiça.
A vereadora Délia Razuk, presidente da Câmara, vai assumir a prefeitura.


Seis suplentes de vereadores tomaram posse na tarde da última quarta-feira (6) na Câmara Municipal de Dourados (MS). Eles substituíram os vereadores que foram afastados pelo Tribunal de Justiça do estado, por conta das investigações de um suposto esquema de corrupção que envolveria os vereadores, o prefeito e outros políticos da cidade.

Assumiram o cargo Pedro Pepa (DEM) no lugar de Sidlei Alves (DEM), Alan Guedes (DEM) que substitui Marcelo Barros (DEM), Elias Ishi (PT) para a vaga de Carlos Cimatti (PSB), Walter Hora (PPS) para o lugar de Zezinho da farmácia (PSDB), Juarez de Oliveira (PRB) na vaga de Júlio Artuzi (PRB) e Alberto Alves do Santos (Bebeto - DEM) no lugar de Aurélio Bonatto (PDT).
Anteriormente, já haviam assumido os suplentes Cemar Arnal (PR) no lugar de Edvaldo Moreira (PDT), Albino Mendes (PR) no posto de Humberto Teixeira (PDT) e Cido Medeiros (DEM) no lugar de Paulo Henrique Bambu (DEM)
Dessa forma, dos 12 vereadores, apenas Dirceu Longhi (PT) e Délia Razuk (PT) continuam no cargo. Entretanto, a presidente da Câmara Municipal, Délia Razuk, deve assumir o cargo de prefeita da cidade, após o Tribunal de Justiça do estado determinar a saída do prefeito interino, juiz Eduardo Machado Rocha, deixar o cargo.
A vereadora do PT aguarda apenas uma notificação oficial para que possa assumir a prefeitura de Dourados. Entretanto, a assessoria de Délia Razuk informou que, até a manhã desta quinta-feira (7), a vereadora não havia recebido a notificação para assumir o cargo.
Denúncias
De acordo com a Polícia Federal, o suposto esquema de corrupção consistia no pagamento de propinas a vereadores da situação e da oposição para impedir que a CPI que investigava o prefeito, apontado como suposto “chefe” do esquema, fosse concluída.

Além disso, licitações seriam direcionadas para empresas que financiavam as propinas mensais, compras de bens pessoais do prefeito e campanhas eleitorais.
"Os acordos fechados com as empresas escolhidas ilicitamente rendiam 10% do valor do contrato. Os valores arrecadados serviam para o pagamento de diversos vereadores de Dourados [da situação e da oposição], para caixa de campanha e compra de bens pessoais do prefeito", informou a polícia em nota.
Ao Fantástico, o advogado do prefeito, Carlos Marques, disse que a gravação em que Artuzi aparece recebendo dinheiro supostamente desviado não incrimina o prefeito afastado. “Isso não significa que esse dinheiro é do município. Ele diz que não participou de qualquer ato de corrupção, não lesou o município, não praticou qualquer ato que tenha causado prejuízo a administração publica”, afirmou.
G1 da Globo

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