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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Intermináveis filas e muitas reclamações nas agências bancárias em Quixadá




Tempo de espera chegou até três horas para receber o sonhado atendimento

As agências bancárias da cidade de Quixadá já não suportam a grande demanda de clientes que no dia a dia buscam movimentar suas finanças, enquanto a clientela cresce parece que não há os devidos cuidados para oferecer um atendimento mais digno aos usuários.  As longas filas nos bancos demonstram que há necessidade de melhor aparelhar as agências para que se tenha o atendimento tão propagado.

Na manhã desta quarta-feira,8, nas proximidades da agência do Banco do Nordeste havia uma fila que chegava próxima a esquina do Clube Voa 2, sem proteção os clientes na sua maioria idosos oriundos das zonas rurais  de Quixadá, Choró, Ibaretama e Ibicuitinga, tiveram que se submeter a tortura  da radiação ultravioleta, uma afronta ao Estatuto do Idoso.

A reportagem da Revista Central chegou à agência bancaria do Nordeste por volta das 9h30min e encontrou na multidão a agricultora aposentada e moradora do distrito de São João do Queiroz, Iracir Alves dos Santos, 64 anos, afirma ter chegado por volta das 7 horas na expectativa de receber a sua gloriosa aposentadoria, “cheguei aqui pra receber a minha aposentadoria faz bem umas três horas, e nem sei que horas vou sair daqui, o pior é que tenho que fazer a feira”, segundo a idosa, as suas pernas já estavam doloridas. No mesmo sofrimento o morador da localidade de Tabuleiro do Mulungu em Ibaretama, Antonio Ventura dos Santos, de 84 anos, o idoso já havia andado cerca de uma hora a pé para pegar o velho pau-de-arara, não esperava ficar horas em pé e sob o fervescente sol da cidade, “fico meio cansado, já estou aqui desde de cedinho, mas é assim mesmo tudo para o pobre é na base da dificuldade”, desabafa o cliente que deveria ter atendimento prioritário, rápido e digno.

A reportagem da Revista Central foi até a agência do Banco do Brasil em Quixadá e constatou superlotação na agência, porém, em vez de buscar agilizar o atendimento, um funcionário ao perceber que estávamos fotografando ousou a nos ameaçar, afirmando que iria chamar a policia. Possivelmente este funcionário não havia percebido que estávamos em um local fora da agência e que a presença da policia deveria servir para deter quem transgredia a lei naquele momento, omissão é crime.

A mesma situação foi possível verificar na agência do Bradesco, no momento que a nossa reportagem estava no local clientes reclamavam dos problemas existentes nos Caixas. O gerente geral, José Luiz Rolandine, atendeu por telefone a reportagem da Revista Central, reconhece o problema, porém, afirma que essa demora acontece entre o primeiro até o décimo dia útil do mês.  Os gerentes das agências do Bando do Nordeste do Brasil não estavam no momento e não enviou as suas justificativas até o fechamento desta reportagem. 

É fato público e notório as intermináveis filas nas agências bancárias nos mais diversos rincões do país, mostrando que o serviço é prestado de forma deficiente e não condizente com os preceitos do Código de Defesa do Consumidor, causando transtornos irreversíveis ao usuário. Há entendimento de jurisprudência ressaltando a possibilidade do município em legislar sobre assuntos locais, aplicando-se ao caso os incisos I e II do artigo 30, da Constituição Federal, que assim dispõem: "Compete aos Municípios: - legislar sobre assuntos de interesse local; II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber". De acordo com o Supremo Tribunal Federal também tem se posicionado que o município é competente para dispor sobre o tempo de atendimento ao público nas agências bancárias localizadas no seu respectivo território.


Serviços 

Banco do Brasil
Rua Rodrigues Júnior, 1202
Tele: (88) 3412-0034

Banco do Nordeste
RUA PASCOAL CRISPINO - 215 - CENTRO
Tel: (088) 3412.0113

Banco Bradesco 
Travessa Tiradentes 230 - Centro
Tel: (88) 3412-5030

Por Jackson Perigoso

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