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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Drogas em Quixadá, um caso de policia ou de saúde pública?

O aumento das ocorrências policiais e flagrantes lavrados envolvendo usuários de drogas faz com que a cidade de Quixadá, localizada no Sertão Central, passe a encarar o uso de entorpecentes como problema não somente de policia como também um problema de saúde publica.
Segundo o Conselho Tutelar de Quixadá as principais vitimas são os jovens, as drogas mais procuradas são a maconha e o crack, sendo que o crack é uma droga extremamente perigosa e causa danos irreversíveis aos usuários.
A Delegada de Policia Civil, Erika Ferreira, confirma que são lavrados por semana de dois a três casos de flagrantes envolvendo usuários de drogas.
A promotora de Justiça, Ana Karine Serpa, disse que diariamente recebe pessoas pedindo auxilio, principalmente os pais, eles pedem que os seus filhos sejam internados, um problema crônico que chega ser desesperador para os pais que convivem com filhos dependentes principalmente do crack.
Ontem (19), mesmo enfrente a minha residência, dois jovens foram abordados pelo Ronda do Quarteirão, os dois estavam em moto suspeita e a policia fez a verificação da documentação, já estavam quase liberando os jovens quando o policial sentiu o nervosismo dos mesmos, numa busca mais apurada foram encontrados papelotes de maconha escondidos próximo ao escapamento da moto.
A policia efetuou a prisão dos dois jovens, mas o mais impressionante era ver meninos bem trajados e tão precoces no mundo das drogas, não se sabe se viciados ou “malas” trabalhando para o tráfico, vítimas de uma sociedade cada vez mais delinquente onde os valores familiares são substituídos pelo crime e promiscuidade.
Essa triste realidade é derivada em tese pela deturpação dos valores da família, pelos falta de perspectivas de trabalho, educação de qualidade, investimentos em lazer e políticas públicas voltadas para garantir qualidade de vida as pessoas, o consumismo assume um papel perigoso e jovens provam cada dia mais cedo nos vícios como o álcool, as drogas e o sexo precoce, algo extremamente degradante e fora do controle.
Fabio de Oliveira
Colunista

As opiniões aqui expressas não necessariamente coincidem com a da Revista Central

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