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sábado, 10 de julho de 2010

OVINOCULTURA: Produtores festejam resultados de projeto

Criadores comemoram primeira venda coletiva de carneiros por meio de programa de assistência a agricultura familiar



Quixadá. Seis meses após a rearticulação do Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) na área de atuação do Banco do Brasil de Quixadá, pequenos produtores rurais deste município começam a comemorar resultados. Venderam o primeiro lote de ovinos machos para uma grande empresa do setor de alimentos, a Agropecuária Campomar. Além da compra garantida, mais lucro com o valor agregado. Os animais tiveram o peso vivo comercializado a R$ 4,00. Representa em média 30 a 35% superior ao oferecido na popular feira de animais da cidade, entre R$ 2,70 e R$ 3,20 o quilo.



Segundo o coordenador do DRS neste Município, o médico veterinário Cláudio Medeiros, os resultados favoráveis estão sendo conquistados graças aos incrementos nutricionais, sanitários e reprodutivos, desenvolvidos por uma cadeia de parceiros e de técnicos. A venda do plantel da região já está programada até o fim do ano. Além de Quixadá, Choró, Ibaretama e Mombaça integram a célula regional do programa. A primeira remessa foi de 100 animais, mas a cada 30 dias serão enviados 200 carneiros para a Campomar. O Instituto Sertão Central é o responsável pela execução do DRS nestas cidades.



Segundo o criador e presidente do Instituto, Neto Barros, no início as famílias não acreditavam muito. Anos atrás, em 2007, já ouviam falar no programa federal. Não viam vantagem. Com o estímulo do gerente do Banco do Brasil de Quixadá, Tarciso Balthazar, as parcerias começaram a funcionar. Aprenderam que organização, associativismo e técnicas corretas geram bons resultados.



Acostumado a sofrer na porta da feira de animais de Quixadá, Dedé, como é conhecido o criador José Carlos Lopes, tirou o chapéu para os articuladores do DRS. Vendeu sem dificuldade os oito carneiros em condição de abate. Não havia porque se preocupar com os fiscais da Adagri. Foi só passar no posto e apanhar a Guia de Trânsito Animal (GTA). Seus animais são acompanhados por veterinário e agente de campo. Balthazar quer engajar mais famílias no plano de DRS do Banco do Brasil. Hoje, são 390 de Quixadá, 90 de Choró, 60 de Ibaretama e outras 60 em Mombaça. A ideia é triplicar esses números estimulando outros setores produtivos da agropecuária familiar.



Expectativa



"Este programa está superando as nossas expectativas, tanto pelo aspecto econômico como social"

Cláudio Medeiros

Coordenador do DRS - Quixadá



MAIS INFORMAÇÕES 

Banco do brasil - Quixadá (88) 3412.0034 /Instituto Sertão Central (88) 9965 1106/Secretaria de Agricultura Familiar (88) 3412 2850



Alex Pimentel

Colaborador
Diário do Nordeste

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