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domingo, 18 de abril de 2010

Mídia Hipócrita


Recentemente, o Papa Bento XVI tornou-se alvo de ataques à sua pessoa e, em última instância, à própria Igreja. Escândalos de padres envolvidos em abusos sexuais contra menores têm crescido assustadoramente e, sem sombra de dúvidas, maculando a imagem da Santa Igreja.
Observa-se a fúria de alguns meios de comunicação que, sem nenhum pudor, fazem ligação entre os fatos concretos e a figura do pontífice. O mais absurdo de tudo é o farisaísmo destes mesmos meios midiáticos. Numa flagrante hipocrisia, afirmam ter o sucessor de Pedro responsabilidade direta sobre o assunto. Uns insistem em lançar em rosto do papa o fato de, quando arcebispo de Colônia (Alemanha), ter protegido padres pedófilos; outros, sensacionalistas de péssimo gosto, dão publicidade ao disparate de escritores britânicos que pleiteiam judicialmente a prisão de Bento XVI em sua próxima viagem à Inglaterra.
Que tudo isto significa?
Sem medo de errar, a avalanche de ataques à Igreja tem a clara intenção de livrar-se da própria culpa (sim, própria culpa), jogando-a em quem está mais fragilizado. Porque “própria culpa”? Em que a mídia tem culpa quanto aos casos de abusos de menores?
Vivemos uma época erotizada e erotizante, para a qual em muito a TV, a internet, a ausência de normas que disciplinem horários e conteúdos de programas. Em síntese, temos uma mídia que cria monstros ou que contribui para que os monstros em potencial aflorem, executando suas inclinações criminosas. É inegável que a TV nas últimas décadas degradou os costumes. A mídia é hipócrita e não assume a própria culpa. Quem cria monstros não é o celibato.
Ademais, torna-se ridícula a parcialidade da crítica. Somente na Alemanha de Bento XVI mais de 250.000 mil casos de pedofilia foram investigados nos últimos 50 anos. Destes, cerca de 90 (apenas) têm sacerdotes como autores. Os outros envolvem pastores, pedreiros (a exemplo do recentíssimo caso de Luziânia/GO), pais de família e muito outro tipo de gente. Porque a mídia não noticia com a mesma ênfase estes últimos casos? Certamente, não chamaria tanta atenção (no Brasil, chamamos isso de IBOPE) quanto o caso de um padre.
Bem verdade que um sacerdote deve ter um comportamento imaculado, pois se trata de um homem que está mais perto de Deus (ou pelo menos deveria estar); dos homens do mundo espera-se tudo, mas, dos homens da Igreja, o comportamento reprovável logo provoca escândalo.
Porém, esquece a mídia (e às vezes nós também) que os homens da Igreja são simplesmente homens.
A pequena Jacinta, uma das videntes de Fátima, em 1917, por ocasião de uma de suas visões, afirmou: “Eu vi o Santo Padre numa casa muito grande, de joelhos diante de uma mesa, com as mãos no rosto a chorar; fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre, temos que pedir muito por ele!
Solidariedade e orações pelo Santo Padre, que sofre.
Abaixo assinado de apoio ao Papa: http://www.ipco.org.br/home/seu-apoio-a-igreja

Pe. Renato Moreira de Abrantes
Colunista
Pedre Renato Moreira de Abrantes, mp Juiz Auditor da Câmara Eclesiástica de Quixadá (CE) Professor de Ética, Liturgia e Catequese nos Cursos de Filosofia e Teologia da Faculdade Católica Rainha do Sertão (Quixadá - CE) Acadêmico de Direito na Faculdade Católica Rainha do Sertão (Quixadá - CE).
As opiniões aqui expressas não necessariamente coincidem com a da Revista Central



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