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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Indices Sociais e Econômicos: Ibaretama é o 2º pior no estado em desenvolvimento municipal segundo IPECE

Apesar dos avanços, 164 cidades do CE ainda possuem indicadores econômicos e sociais considerados baixos

Dos 184 municípios do Ceará, apenas 20, ou cerca de 11%, apresentam condições satisfatórias de infraestrutura, com sua economia pujante e índices sociais relativamente favoráveis, com dez deles pertencentes à Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A grande maioria - 164 cidades, detém indicadores econômicos e sociais classificados como baixo. E o mais grave: localidades onde vive metade da população estadual.

Os dados, apresentados na versão preliminar do Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) de 2008, elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), mostram que o Ceará ainda é um Estado com forte concentração econômica em poucas localidades. Contudo, o estudo revela uma leve, mas positiva mudança nos dois anos anteriores: mais cidades estão apresentando patamar de desenvolvimento mais razoável.

Classificando os municípios cearenses em quatro classes de desenvolvimento socioeconômico, apenas um deles consegue ficar no primeiro grupo, e outros 19 no segundo. Assim como a versão de 2006, apenas Fortaleza, com 29% da população cearense, encontra-se na primeira classe, atingindo um índice médio de 84,41, bem acima da média estadual, que ficou em 29,14.

Por outro lado, um maior número de municípios subiram à segunda classe de desenvolvimento. Enquanto que, em 2006, apenas quatro deles se incluíam neste grupo, em 2008, já eram 19, representando outros 20,4% da população do Estado. O índice médio neste grupo ficou em 48,13, com municípios variando de 40,75 a 64,86. Outro dado relevante é que, no último grupo, onde ficam os municípios com menor desenvolvimento socioeconômico, ficaram, em 2008, 87 cidades, quando eram 119 em 2006. Nesta classe, há municípios com índice variando entre 8,97 e 26,78, com média de 21,64.

"Ainda existe muito a avançar, mas estes resultados são positivos. A estagnação é pouca", avalia a diretora-geral do Ipece, Eveline Barbosa. Ela admite que certos municípios historicamente mais distantes dos trilhos do desenvolvimento continuam ainda longe do crescimento econômico e de um avanço significativo nos indicadores sociais. "Entretanto, o aumento da média de salários e o Bolsa Família, também, têm melhorado alguns indicadores. Mas, para pular de estágio, ainda é preciso avançar mais em infraestrutura", destaca.

O estudo aponta que a melhor classificação dos municípios da RMF se dá, em grande parte, por concentrarem, tradicionalmente, os investimentos públicos e privados. "As empresas, quando vão buscar um lugar para se instalarem, levam e conta os chamados ´fatores locais reais dinâmicos´, que é a infraestrutura das cidades", destaca Eveline. "Mas o avanço vem acontecendo", defende.

Indicadores

O IDM é medido dentro de uma divisão que leva em conta indicadores demográficos, socioeconômicos, de infraestrutura de apoio e fisiográficos, fundiários e agrícolas. Ou seja, a produtividade da agropecuária, a taxa de urbanização, o Produto Interno Bruto, o consumo de energia do comércio e da indústria, a rede rodoviária pavimentada, a taxa de escolarização no ensino médio, a mortalidade infantil e até mesmo o número de agências bancárias e dos correios nos municípios são levados em conta na hora da definição deste índice.

Entre os municípios com piores indicadores, destacam-se Choró (IDM de 11,80), Tarrafas (11,50), Ibaretama (10,13) e, em último lugar, Aiuaba (IDM de 8,97). Neste último, o índice que mede os indicadores demográficos e econômicos, como a taxa de urbanização, o Produto Interno Bruto, a receita orçamentária, o consumo de energia elétrica da indústria e do comércio, entre outros fatores, ficou em 0,00. Já Ibaretama, por sua vez, teve zerado o índice que avalia os indicadores sociais, como taxa de escolarização do ensino médio, taxa de aprovação no ensino fundamental, escolas com bibliotecas, salas de leitura e laboratórios de informática, além de mortalidade infantil, leitos hospitalares e abastecimento de água. 


SÉRGIO DE SOUSA
REPÓRTER
Diário do Nordeste

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