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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Girando com o Lúcio: Agradecimento

Há uma semana sofria um acidente na via pública ao me desequilibrar e cair da bicicleta em uma rua em declive próximo à Beira-Mar.


Os danos sofridos me obrigaram a um período de internação hospitalar por 24 horas para observação clínica.

Em casa tenho me recuperado satisfatoriamente. Devo me submeter a uma pequena intervenção cirúrgica na próxima terça-feira. Confio em Deus e nos excelentes profissionais que me assistem que tudo correrá bem.

Agradeço a todos que de uma forma ou outra manifestaram sua solidariedade e preocupação com meu estado de saúde.

De forma especial sou muito grato ao Breno que me recolheu imediatamente após a queda e me conduziu em seu carro ao hospital. Em seguida esteve no prédio onde moro para trazer a bicicleta e avisar à minha mulher.

Só veio a saber quem eu era durante o trajeto para o hospital. Acudiu a um acidentado anônimo ensanguentado e abalado pelo impacto do choque com o solo. Um gesto nobre que dá crédito ao conteúdo humano das pessoas, ameaçado pelo egoísmo e a indiferença que avançam na sociedade.

Não fiquei com seu endereço, sequer tenho seu nome completo, mas tenho enorme desejo de encontrá-lo para abraçá-lo com o calor da minha gratidão. Não só por haver me atendido em momento tão delicado mas por ter revigorado minha crença no ser humano.


A Presidente Dilma acaba de lançar em boa hora o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) o qual contempla várias ações para facilitar o acesso ao lvro e difundir o hábito da leitura.


Entre outras atividades previstas está a implementação do programa de agentes de leituras a serem distribuidos por todo território nacional.

A iniciativa nasceu no meu governo para despertar nas populações mais humildes o interesse pela leitura, a contação de histórias e maior aproximação com as raizes populares da nossa cultura.

Seu sucesso levou-o a ser adotado pelo governo federal.

O Brasil cria 776 normas burocráticas por dia útil. O furor normatizante extravaza do setor público e contamina parte da iniciativa privada.


A estatística abrange a União, os Estados e os municipios e compreende leis, medidas provisórias, decretos, emendas  constitucionais e outras, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Direito Tributário.

No total, 13 bilhões de palavras foram escritas desde a Constituição de 1988 para tentar reger o país, publicadas na forma de 4,4 milhões de normas.

Só a legislação tributária, quando impressa, pesa 6,7 toneladas, segundo o advogado Vinicios Leoncio que está reunindo esses documentos em um livro que terá 43 mil páginas.

O pior é que esse cipoal de normas não impede a corrupção bem como, pela forma como as leis são elaboradas, não permite saber com clareza quais delas se encontram em vigor.

A psicológa Andrea Sebben, que ensina executivos estrangeiros a entenderem o comportamento dos brasileiros, diz que "quanto maior a flexibilidade de um povo, mais se burocratiza para tentar conte-lo. Mas, quanto mais a gente burocratiza, mais flexível a gente se torna".

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 15/04/12

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) acaba de sofrer um forte golpe na sua consistência financeira. A Medida Provisória 564/12 retira dele a exclusividade das operações com o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FNDE). 


O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal passam tambem a realizar operações com o fundo.

A medida representa um esvaziamento do BNB e consequente enfraquecimento institucional. A decisão do atual governo de circunscrever a atuação da instituição ao micro-crédito e às pequenas empresas já retirava seu poder de financiar investimentos de grande porte impulsionadores do desenvolvimento regional.

Aos poucos se esvazia o Banco e se subtrai dele o poder de alavancar o desenvolvimento do nordeste, fundamento de sua criação fortalecida pela Constituição de 1988, que lhe destinou recursos estáveis agora partilhados com outras agências de crédito.

Considero que a reação à essa medida tem sido tímida e conformista. Espero que a imprensa, políticos e empresários, melhor informados sobre suas graves consequências atuem para barrá-la antes que seja convertida em lei.

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