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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Revista Central entrevista Ilário Marques



“A grande divergência política que tenho com o deputado Guimarães está no campo da pratica política porque acho que ele está mais conservador do que do lado da esquerda, “mas a minha relação com Guimarães é de respeito”, diz Marques.


O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) recebeu a reportagem do site Revista Central e concedeu uma entrevista exclusiva, falou abertamente de vários assuntos, entre eles da sua relação com o deputado federal José Nobre Guimarães, os motivos que levaram a desistir de concorrer à presidência estadual do PT, sua relação com o governador Cid Gomes e qual a sua opinião sobre a gestão do governador do estado e em especial sobre Quixadá.

Em uma entrevista de duas horas, José Ilário Gonçalves Marques também resolveu falar da sua vida pessoal e fez uma síntese, além disso, Marques deu a sua opinião se o Partido dos Trabalhadores deve ou não ter candidato a governador em 2010, ele também falou se vestirá a camisa de Cid caso o PT decida apoiar a continuação do projeto atual do partido.

Além disse, Ilário Marques falou sobre a sua relação com a família Silveira e quais os motivos do rompimento após quatro anos, ele fez uma avaliação sobre a atuação de Everardinho Silveira a frente da sua secretaria de comunicação.

Ilário Marques respondeu se havia prometido ao seu ex-vice prefeito, Cristiano Goes que ele seria o candidato a prefeito de Quixadá em 2008, também fez uma analise do seu ex-companheiro de partido até os dias de hoje e o que representou a saída do partido dos trabalhadores, afinal ele foi um dos fundadores do PT no município.

Ilário disse que está vivendo um dos melhores momento na sua vida política e que a sua candidatura a deputado federal tem obtido muito apoio. Segundo Ilário a sua saída da presidência do partido não foi uma derrota e sua relação com o deputado federal Guimarães é de respeito, mas não esconde as divergências políticas, “é uma divergência do campo político com o Guimarães”.

RC: Como é que está o político Ilário Marques?

Ilário Marques: “Estou bem, creio que estou vivendo uma das melhores fases da minha vida política, porque em quase 20 anos de política com mandato, posso fazer uma avaliação olhando com um olhar no retrovisor e mim gratifica porque foram muitos resultados positivos, fizemos uma caminhada de muitos acertos e de muita construção. Construímos muito como político, militante e como advogado dos trabalhadores, foi uma experiência muito boa, construímos muito, nos mandatos de deputado e principalmente como prefeito, pois resgatando Quixadá da crise econômica que tinha se abatido na época do algodão, damos uma nova perspectiva na época, fortalecemos o município e a região”.

RC: A eleição interna do PT estadual foi marcada por conflitos entre a base do senhor e a base de Guimarães. Como está a sua relação com o deputado Guimarães?

Ilário Marques: “Eu tenho uma relação com deputado Guimarães política, de respeito e ao mesmo tempo de propar com muita responsabilidade as divergências políticas. A grande divergência política que tenho com o deputado Guimarães está no campo da pratica política porque acho que ele está mais conservador do que do lado da esquerda, e na questão da relação com o governo do estado. Não sou contra a aliança do PT ao governo do estado. Mas sou contra o atrelamento do PT ao governo do estado sem preservar a sua autonomia, sem preservar a sua identidade e sem ter um projeto estratégico, o PT não pode abrir mão do projeto estratégico. Essa é uma divergência do campo político com o Guimarães que eu tenho inclusive tratado e discutido com ele, então é uma relação política de respeito inclusive respeitando as divergências”.

RC: O PT tem correntes de pensamentos diferentes, é normal em um partido?

Ilário Marques: “O normal em um partido é ter correntes de pensamentos diferentes, mas o que vemos por ai são partidos não sendo partidos, mas sim siglas de aluguéis ou meras legendas registradas em cartório eleitoral, não tem programas e nem objetivos, nós lutamos contra isso para que os partidos não tenham uma única pessoa que manda, ou seja um partido do governo, o partido tem que mandar no governo, é o partido que elabora as propostas, crítica e o governo executa, até porque ninguém se elege pelo governo, se elege pelo partido e pelas idéias. Por isso quero resistir, o PT tem que preservar essa autonomia frente aos governos, inclusive aos governos do PT”.

RC: A sua saída do comando do PT estadual foi uma ducha de água fria nos planos políticos para o futuro do senhor?

Ilário Marques: “Não, na verdade eu nunca lutei tanto por uma coisa que não queria, eu já não tinha mais uma adição para continuar a frente da presidência do comando do PT, eu tinha cumprido uma missão que era quebrar a hegemonia de um único grupo no caso da corrente do deputado Guimarães e que esta hegemonia estava sufocando o partido, estava invertendo como aquele ditado, “a bola grande girando dentro da bola pequena”, ou seja, a corrente estava tornando-se maior do que o partido e isso é um grande equivoco, é o caminho da destruição partidária, e a missão de reverter isso eu fiz, reunir todas as correntes, arejei o PT, tornei democrático, estava com grave crise democrática, tornei o PT mais participativo”....

Sua falha
“... Falhei em um aspecto porque eu queria criar um projeto estratégico para o PT no Ceará, com clareza, que seria levar o partido dos trabalhadores em 2014 ao comando do governo do estado e infelizmente foi afetado com a negociação com a Luzianne Lins ser a presidente, porque foi feito uma negociação mais de arranjo interno do que em torno de um projeto estratégico do PT, era o que eu defendia, mas sou membro da executiva estadual e vou continuar sendo, temos 10% da nossa corrente na executiva, pra você tem uma idéia a base da prefeita só tem de 6% a 8%. Digo com toda certeza que cumprimos a nossa missão frente à presidência estadual do PT e já estava em boa hora de passar para outra pessoa”...
Pretensões

“... eu tinha um compromisso de que se eu fosse presidente do PT só seria candidato a um cargo majoritário, como Governador, Vice ou Senador, mas sem um projeto estratégico estava difícil continuar na presidência do PT porque trabalho com objetivo estratégico, então pra mim não ser mais o presidente do PT foi uma oportunidade de construir e voltar com mais força na região do Sertão Central e construir uma candidatura a deputado federal que ao meu modo de ver tem uma necessidade profunda pra Quixadá, consolidar o projeto do Biodiesel, do pólo universitário, o fortalecimento do comércio que precisa crescer e para que a região prospere é precisa que Quixadá se desenvolva. Há uma necessidade forte de um deputado federal para que possa ser o intérprete nessas necessidades e eu estou credenciado pela minha convivência, pelo meu compromisso com a região”.

RC: O PT terá ou não candidato a governador do estado do Ceará?

Ilário Marques: “Olha, o Partido dos Trabalhadores poderá ter candidato a governo do estado se o Cid Gomes resolver rifar o PT pelo PSDB, ou se o Ciro Gomes romper nacionalmente com o projeto do presidente Lula, estes seriam os dois fatores que levaria o PT do Ceará rediscutir a nossa posição no estado, inclusive a possibilidade de lançar candidato a governador”.

Em breve

- Sua relação com o governador Cid Gomes e qual a sua opinião sobre a gestão do governador do estado e em especial sobre Quixadá.

- A sua opinião se o Partido dos Trabalhadores deve ou não ter candidato a governador em 2010.

- Ilário vestirá a camisa de Cid caso o PT decida apoiar a continuação do projeto atual do partido.

- Relação com a família Silveira e quais os motivos do rompimento após quatro anos.
- Avaliação sobre a atuação de Everardinho Silveira a frente da sua secretaria de comunicação.

- Ilário Marques respondeu se havia prometido ao seu ex-vice prefeito, Cristiano Goes que ele seria o candidato a prefeito de Quixadá em 2008.

- Fez uma analise do seu ex-companheiro Cristiano Goes até os dias de hoje e o que representou a saída do partido dos trabalhadores.

Matéria Autorizada: Revista Central de Quixadá

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