sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mudar é preciso


Por Pe. Renato Moreira
Revista Central de Quixadá


“Ninguém mergulha duas vezes no mesmo rio”, dizia o filósofo do devir, Heráclito. Este continua: “pois tanto a pessoa quanto o rio não são mais os mesmos”. E um dos seus discípulos, Crátilo, ia mais além ao afirmar que as mudanças são tão rápidas que ninguém mergulha sequer uma vez, considerando que o rio no qual se mergulha não é mais aquele que segundos antes fora contemplado pelo banhista.


As mudanças não apenas são inevitáveis, mas, também, necessárias ao homem. Quem tem medo de mudar não progride sob nenhum ponto de vista. E mais: desde a concepção estamos em permanentes mudanças. Embrião, feto, criança, adolescente, jovem, adulto, ancião. As etapas da existência vão se sucedendo umas às outras e a mutação se faz por demais perceptível. Mudamos as posições dos móveis do quarto e mudamos de quarto; mudamos de turmas, de empregos, de cidades; mudamos daqui para ali.

Contudo, não apenas o físico muda. Que diríamos do intelecto do indivíduo se analisássemos o comportamento, as opiniões, os julgamentos, os critérios?

Viver é preciso, assim como mudar também é preciso. E o que não muda, não aceitando com naturalidade a mutação, não entra no ritmo da vida.

Mudar com relação ao mundo circunstante, mas também ter a grandeza para mudar com relação a si mesmo, muito particularmente quando a mudança significa marchar para a plenitude e para a perfeição. Aqui, mais ainda, a mudança se faz necessária. Às vezes precisamos mudar a nós mesmos, carecemos de mudar o nosso interior.

O compasso da mudança é muito pessoal e depende de cada um decidir quando, como e em que aspectos mudar. Estagnar significar para e quem pára, de verdade não mergulha sequer uma única vez no mesmo rio.

Mudemos!

___________________

Minha continência aos 14 militares (heróis) brasileiros mortos no Haiti, bem como minhas sinceras condolências à Pastoral da Criança pelo lamentável desaparecimento da Dra. Zilda Arns.

Pessoas assim dão a nós, que ficamos, orgulho pátrio.

Solidariedade aos quase 50 mil mortos naquele país caribenho.

Requiescant in pace!
 
Pe. Renato Moreira de Abrantes


Colunista
Pedre Renato Moreira de Abrantes, mp Juiz Auditor da Câmara Eclesiástica de Quixadá (CE) Professor de Ética, Liturgia e Catequese nos Cursos de Filosofia e Teologia da Faculdade Católica Rainha do Sertão (Quixadá - CE) Acadêmico de Direito na Faculdade Católica Rainha do Sertão (Quixadá - CE).

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