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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

MST de Ibaretama ofende em nota a credibilidade do site Revista Central de Quixadá


As autoridades competentes têm que verificar “in locu” o que se passa dentro dos Movimentos Sociais, para que sejam tão perseguidos. Esta afirmação pode ser embasada em recente nota do MST divulgada na cidade de Ibaretama que afirma que a mídia, o Legislativo, Executivo e o Judiciário ao qual é acusado de tornar mais lenta a Reforma Agrária e garantir a impunidade de improdutivos e assassinos e ainda criminalizar os Movimentos Sociais. Ora se os três poderes desse país, segundo afirma a nota, acomete tais atos, há então um forte indício de que o problema não está nos que supostamente perseguem, mas sim chego a cogitar que o problema provavelmente esteja no suposto perseguido. As afirmações em tom acusativo seguem e direcionam também infelizes comentários ao site Revista Central acusando-o de não entender o que é Reforma Agrária.



Realmente acredito que Fabio de Oliveira, pedagogo que já trabalhou com entidades de classe ligadas ao sindicato dos trabalhadores, onde quando morava em São Bernardo trabalhou na EEF Regina Maria Holanda Amorim, como Agente pedagógico, conhecendo assim a fundo a vida e luta dos trabalhadores rurais, trabalhou em escola rural inclusive conviveu com Assentamentos como Califórnia e Guanabara reiterando, aprofundando-se e sensibilizando-se com a luta do MST é ignorante à Reforma Agrária.

Acredito também que Jackson Perigoso, presidente de grêmios estudantis, por duas vezes conseguintemente foi presidente da União municipal dos Estudantes Secundaristas de Quixadá-Umes, foi um dos diretores estaduais da União da Juventude Socialista-UJS, foi várias vezes foi a congressos estaduais e nacionais representando os movimentos sociais da região, também teve a oportunidade de participar dentre outros movimentos do Fórum de Juventude de Quixadá que inclusive abriga pessoas ligadas ao MST, espaço de discussão e conhecimento de diversos movimentos ligados a núcleos de Grêmios Estudantis, hoje bacharelando em Direito não saiba do que se trata tão relevante tema no país como a Reforma Agrária.

Também acredito que Antonio Filho, que também participou de grêmios estudantis, da União municipal dos Estudantes Secundaristas de Quixadá-Umes, foi presidente da União da Juventude Socialista-UJS Quixadá e participante do programa Agente Jovem ainda não saiba do que se trata a dita reforma...!

E não obstante Getulio Freitas, filho de agricultores que nunca tiveram terras para plantar e que sempre trabalharam como “meeiros” e que vê seus avós idosos e seus pais com o corpo doente da lida do campo não sabe dos anseios de um povo sem terra?

E karpegeanne Veira? É agricultor, sua família é assentada no Assentamento da Fazenda Santa Rosa em Nova Vida e ainda é Militante do PT com posição e ideologia política aparte da atual pratica neste sítio político.

Será que alguém da Revista Central não sabe realmente do que trata a sonhada Reforma Agrária? Tiremos nossas próprias conclusões.

Recentemente o saudoso ministro, Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) Gilmar Mendes, pronunciou-se a despeito de que a justiça não pode deixar de punir severamente os crimes cometidos no âmbito de alguns movimentos sociais com medo de estarem cometendo alguma injustiça. Acredito que as instituições que ora pronunciaram-se frente aos movimentos sociais certamente têm fundamentação e provas para tal. Acredito no poder da justiça e acredito ainda no poder do estado e certamente estão cientes de que a lei tem que ser aplicada em qualquer âmbito dentro do Estado Brasileiro. E pelo que vejo alguns movimentos sociais criam códigos de ética em nome de sua luta pessoal e dificuldade que praticamente renegam o poder do estado de direito e se autoregulam chegando muitas vezes a pretensão de tentarem até julgar crimes cometidos em seus territórios. Isso é demasiadamente precipitado e só tende a prejudicar a imagem dos próprios movimentos.

O MST possui pessoas brilhantes, trabalhadores fieis a causa, inteligentes e possui também princípios nobres, mas está passível a ação de muitos “burgueses” disfarçados de trabalhadores que nada têm de agricultores. Que não usam do bom senso ou da consciência para defender seu ideal e na verdade só querem promover-se devido às oportunidades que o movimento proporciona. Adquirir conhecimento até então em cima do movimento, nada demais. Mas a partir do momento que se usa do corporativismo para ofender, dissimular, esconder agruras à ética, à razão e à pessoa humana sob justificativa de uma luta velada em defesa dos trabalhadores, compromete-se o trabalho de muitos e mancha-se a imagem de um movimento social sério que de tantas incoerências de alguns membros começa a ruir.

O pequeno site Revista Central como foi batizado pelo movimento, acessado em todo o Sertão Central, por inúmeros e assíduos leitores em 24 países e 400 cidades do Brasil, continuará a representar uma imprensa independente, a serviço da verdade e da democracia, essa verdade tão buscada e muitas vezes pouco alcançada.

Por Getulio Freitas

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