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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Retalhos de Ibaretama

Por Pedro Bandeira*

A onda emancipatória que efervesceu no brasil resultou na criação de IBARETAMA no dia 08 de maio de 1988. Ao completar seus 29 anos de trajetória política gostaríamos de tecer alguns comentários. Após a primeira eleição seus gestores assumem o poder com o slogan de “administração rural participativa”, entretanto o que se constatou foi a efetivação do êxodo rural. Seguida da continuação do mesmo grupo político para segunda gestão com o lema “administração popular administrativa”, mais uma vez o que se propagou não correspondeu aos fatos, Ibaretama chega a ser um dos municípios mais pobres do brasil.


Depois de 8 anos de hegemonia política dos Queiroz, finalmente a família Moraes assume o poder com o jargão de Renascer. há um princípio estrutural na organização física municipal, porém com o segundo mandato os Moraes implantaram a administração Renascer II, o resultado foi uma desconstrução política administrativa chegando a responder por improbidade administrativa e contas desaprovadas.

Agora já contamos nossos 16 anos de emancipação e o retorno dos Queiroz ao poder com o slogan de “Ibaretama de todos nós”. Mas o que a história nos proporcionou foi uma perseguição sem precedentes aos funcionários públicos com uma transferência em massa dos mesmos, afastamento por seis meses de trabalhos dos seus locais de origens e um resultado negativo nos índices educacionais. O resultado foi mais uma vez o retorno dos Moraes ao poder prometendo ao povo uma administração “unidos para reconstruir Ibaretama”. Mais uma vez o povo foi golpeado e o gestor afastado por denúncias de corrupção.

Após 24 anos de equívocos administrativos e políticos temos a primeira mulher eleita para gerir o município também representando os Queiroz, sua administração foi apática, mas sem constatações de práticas de improbidade administrativa, entretanto os índices sociais e econômicos não mostraram avanços e recebe da população uma avaliação negativa do seu governo sendo massacrada nas urnas mais uma vez por um Moraes. 

Ao chegar aos 29 anos de emancipação, acreditamos que todos os discursos que levaram Ibaretama a sua independência política foi referendada por partes de suas lideranças, um interesse político-eleitoral para a construção de um poder local. Entretanto criou-se um regime oligárquico patrocinado pelas famílias Queiroz e Moraes junto aos seus agregados. Assim, não há um projeto político estratégico em função da população, acontece revesadamente uma retaliação do poder e um assistencialismo político dos seus apadrinhados.

Concluímos que as comemorações são adversas com a vontade da população e com o desenvolvimento municipal que sofre de um raquitismo social, político e econômico.

*Pedro Bandeira - Historiador e Professor da rede municipal de ensino de Ibaretama. 

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