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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ibaretama: 24 anos de emancipação

Por Sebastião Silva

Próximo dia 08 o município de Ibaretama completará 24 anos de emancipação político-administrativa. Apesar de ser um município relativamente jovem, suas origens remontam aos séculos iniciais da colonização do Ceará.

OS ÍNDIOS E A CHEGADA DO HOMEM BRANCO

Quando da chegada do homem branco, a região era ocupada pelos nativos Genipapo-Canindé, da família dos Tarairiús.  Esta família indígena era composta também pelos Janduins e pelos Baiacus. Estes silvícolas foram, posteriormente, aldeados e definitivamente expulsos de nossa região por volta de 1760.


Em 1730 instalara-se nas proximidades da Serra Azul, a Fazenda Natividade. Propriedade de Antônio Pereira de Queiroz e de sua esposa Dona Helena de Oliveira Maciel, a fazenda abrangia “duas datas de três léguas quadradas” segundo João Eudes Costa.

CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR E GUERRA CISPLATINA

O ano de 1817 inicia acontecimentos que culminarão na Confederação do Equador, em 1824. Desta confederação participaram vários membros da família Queiroz. A Fazenda Casa Forte, de propriedade desta família, tornou-se um refúgio dos revoltosos republicanos envolvidos neste levante político. 

Segundo o cronista João Eudes Costa: “Antônio Francisco de Queiroz Jucá, filho do proprietário da Casa Forte, que, por meses, viveu no esconderijo de uma gruta de pedra, foi o mais famoso revolucionário quixadaense. Tamanha sua participação no movimento da “Confederação do Equador” que não lhe foi concedida a primeira anistia decretada pelo imperador. Continuou sendo caçado pelas margens do Sitiá, com as “volantes” policiais rondando e invadindo casas de seus familiares, sendo muitos deles, inclusive escravos, torturados a fim de revelarem o esconderijo do temível Coronel Jucá, seu nome de guerra.”

Um dos momentos mais marcantes deste período foi o refúgio, na Fazenda Casa Forte, de Dona Ana Ferreira Lima de Alencar. Pois foi nesta fazenda que Dona Ana recebeu a trágica notícia da morte de seu esposo Tristão Gonçalves. A partir deste momento Dona Ana adota a alcunha de Dona Ana Triste. Ana Triste permanece por aqui até 1825 quando os efeitos da seca deste ano a obrigam a se retirar.

Quando do recrutamento forçado, em vigor na época, para a Guerra da Cisplatina (1825-1828), a Serra Azul converte-se em esconderijo de muitos sertanejos que temem ir para a guerra.    

EVOLUÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA

Foto: Edvanilson Oliveira
A igreja de Nossa Senhora Auxiliadora começou a ser construída em 1910, em terras doadas pelo casal João Luiz de Almeida e Dona Ana Clara Caminha de Almeida. A inauguração é datada de 06 de novembro de 1911, ocasião de uma missa celebrada pelo vigário Antônio Lúcio Ferreira.

Em 1911 Serra Azul aparece como distrito de Quixadá, a exemplo de Serra do Estevão e São Francisco da Califórnia. Em 1938, segundo o decreto-lei estadual 448, de 20 de dezembro, o distrito de Serra Azul recebe o nome de São Luís. Em 1943, um outro decreto-lei, desta vez o de número 1.114, datado de 30 de dezembro, alterou o nome de São Luís para Ibaretama. E em 1988 a lei estadual n° 11.431, de 08 de maio, cria o município de Ibaretama.

Desde 1988 Ibaretama elegeu os seguintes prefeitos: Raimundo Viana de Queiroz (PDS), José Urçulino de Melo (PSDB), Manoel Moraes Lopes (PFL), Manoel Moraes Lopes (PFL – segunda gestão), Raimundo Viana de Queiroz (PTC) e Francisco Edson de Morais (PSB).

Atualmente Ibaretama conta com quatro distritos: Ibaretama, Nova Vida, Oiticica e Pirangi.

Sebastião Silva é Graduado em Letras pela FECLESC/UECE, pesquisador de História Local e comentarista do Programa Censura Livre na Monólitos AM 970. 


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