Por Sebastião Silva
Próximo dia 08 o município de
Ibaretama completará 24 anos de emancipação político-administrativa. Apesar de
ser um município relativamente jovem, suas origens remontam aos séculos
iniciais da colonização do Ceará.
OS ÍNDIOS E A
CHEGADA DO HOMEM BRANCO
Quando da chegada do homem
branco, a região era ocupada pelos nativos Genipapo-Canindé, da família dos
Tarairiús. Esta família indígena era
composta também pelos Janduins e pelos Baiacus. Estes silvícolas foram,
posteriormente, aldeados e definitivamente expulsos de nossa região por volta
de 1760.
Em 1730 instalara-se nas
proximidades da Serra Azul, a Fazenda Natividade. Propriedade de Antônio
Pereira de Queiroz e de sua esposa Dona Helena de Oliveira Maciel, a fazenda
abrangia “duas datas de três léguas quadradas” segundo João Eudes Costa.
CONFEDERAÇÃO DO
EQUADOR E GUERRA CISPLATINA
O ano de 1817 inicia
acontecimentos que culminarão na Confederação do Equador, em 1824. Desta
confederação participaram vários membros da família Queiroz. A Fazenda Casa
Forte, de propriedade desta família, tornou-se um refúgio dos revoltosos
republicanos envolvidos neste levante político.
Segundo o cronista João Eudes
Costa: “Antônio Francisco de Queiroz Jucá, filho do proprietário da Casa
Forte, que, por meses, viveu no esconderijo de uma gruta de pedra, foi o mais
famoso revolucionário quixadaense. Tamanha sua participação no movimento da
“Confederação do Equador” que não lhe foi concedida a primeira anistia decretada
pelo imperador. Continuou sendo caçado pelas margens do Sitiá, com as
“volantes” policiais rondando e invadindo casas de seus familiares, sendo
muitos deles, inclusive escravos, torturados a fim de revelarem o esconderijo
do temível Coronel Jucá, seu nome de guerra.”
Um dos momentos mais marcantes deste
período foi o refúgio, na Fazenda Casa Forte, de Dona Ana Ferreira Lima de
Alencar. Pois foi nesta fazenda que Dona Ana recebeu a trágica notícia da morte
de seu esposo Tristão Gonçalves. A partir deste momento Dona Ana adota a
alcunha de Dona Ana Triste. Ana Triste permanece por aqui até 1825
quando os efeitos da seca deste ano a obrigam a se retirar.
Quando do recrutamento forçado,
em vigor na época, para a Guerra da Cisplatina (1825-1828), a Serra Azul
converte-se em esconderijo de muitos sertanejos que temem ir para a guerra.
EVOLUÇÃO
POLÍTICO-ADMINISTRATIVA
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Foto: Edvanilson Oliveira |
A igreja de Nossa Senhora
Auxiliadora começou a ser construída em 1910, em terras doadas pelo casal João
Luiz de Almeida e Dona Ana Clara Caminha de Almeida. A inauguração é datada de
06 de novembro de 1911, ocasião de uma missa celebrada pelo vigário Antônio
Lúcio Ferreira.
Em 1911 Serra Azul aparece como
distrito de Quixadá, a exemplo de Serra do Estevão e São Francisco da
Califórnia. Em 1938, segundo o decreto-lei estadual 448, de 20 de dezembro, o
distrito de Serra Azul recebe o nome de São Luís. Em 1943, um outro decreto-lei,
desta vez o de número 1.114, datado de 30 de dezembro, alterou o nome de São
Luís para Ibaretama. E em 1988
a lei estadual n° 11.431, de 08 de maio, cria o
município de Ibaretama.
Desde 1988 Ibaretama elegeu os
seguintes prefeitos: Raimundo Viana de Queiroz (PDS), José Urçulino de Melo
(PSDB), Manoel Moraes Lopes (PFL), Manoel Moraes Lopes (PFL – segunda gestão),
Raimundo Viana de Queiroz (PTC) e Francisco Edson de Morais (PSB).
Atualmente Ibaretama conta com
quatro distritos: Ibaretama, Nova Vida, Oiticica e Pirangi.
Sebastião Silva é Graduado
em Letras pela FECLESC/UECE, pesquisador de História Local e comentarista do
Programa Censura Livre na Monólitos AM 970.
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