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sábado, 13 de abril de 2013

Quixadá e Ibaretama: Uso do defensivo natural é incentivado no sertão

A falta de chuvas é um grande problema para os agricultores. A situação se agrava ainda mais quando as pragas começam a atacar a pouca vegetação a brotar nas lavouras. Lagartas, pulgões e até os pássaros também estão famintos. O principal problema nos plantios de sequeiro é a lagarta. Para minimizar os efeitos nas plantações, as Secretarias de Agricultura do Sertão Central estão distribuindo bioprotetores e promovendo oficinas de produção de defensivos naturais. As ações estão despontando nos municípios de Ibaretama e Quixadá. O objetivo é garantir pelo menos 50% da colheita e evitar danos ao meio ambiente e a saúde humana e dos animais.

Sem certeza da chegada de chuvas regulares, a Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR) de Ibaretama resolveu iniciar, neste mês, o Programa Sustentável de Controle das Pragas. Segundo o supervisor técnico da SDR, Ednaldo Calixto, na proposta de assistência ao agricultor, os técnicos estão aprontando defensivos naturais e enviando amostras para as comunidades. Muitos já foram orientados a produzirem seus próprios defensivos como também a utiliza-los, mas há necessidade do reforço na orientação. "A maioria ainda resiste, não acreditando na eficácia dos produtos naturais. O próprio secretário municipal do Desenvolvimento Rural, Antonio Claudio de Paula, participa das oficinas", diz ele.

Em Quixadá, o secretário municipal de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural (SDR), Raimundo Damasceno, e sua equipe estão utilizando a mesma estratégia. Nesse período de chuvas escassas, as atenções estão centradas no socorro às lavouras onde o feijão, frutas e hortaliças estão brotando. Com o prejuízo econômico provocado pela estiagem histórica, os agricultores não têm dinheiro para comprar defensivos produzidos industrialmente. O preço de um litro do produto custa cerca de R$ 22,00. Se por esse aspecto é ruim por outro é um alívio para o meio ambiente. O custo do defensivo natural não passa de R$ 5,00 o litro e não faz mal a natureza e nem ao trabalhador rural, enfatiza Damasceno.

Nos dois municípios os técnicos estão orientando a calda sulfocálcica, a calda de nicotina ou fumo e o extrato de pimenta malagueta como principais defensivos orgânicos. Todavia, de acordo com o técnico agropecuário, Ednaldo Calixto, da SDR de Ibaretama, para se tornarem eficazes no controle das pragas é preciso cumprir a risca as orientações técnicas. O técnico da SDR de Quixadá, Danilo Holanda concorda e ressalta: no caso da calda de nicotina, é preciso aplica-la na plantação a cada três dias. Com o extrato de pimenta não é diferente. Apenas a calda sulfocálcica, com cal e enxofre, tem período de proteção mais longo, cerca de 15 dias. O extrato de nim indiano é outra alternativa com o mesmo período de defesa da lavoura, acrescenta Danilo.

Além de amostras dos bioprotetores ou defensivos naturais, os técnicos dos dois municípios estão distribuindo nas comunidades manuais de proteção. As receitas são simples e eficientes no controle de pragas de corpo mole, como cochonilhas, trips, pulgões e lagartas, consideradas a principal praga do ciclo climatológico. Conforme os técnicos, basta chover um pouco para as borboletas aparecerem. Com o sol despontando a pique após um curto período de chuvas logo depois, depositam seus ovos, centenas, nas folhagens. Mas, da mesma forma como se proliferam, morrem fácil. Trituradas no liquidificador, com um litro de água, podem ser utilizadas para pulverizar as plantações. O odor provoca um excelente repelente, destaca Danilo. (Do Jornal Diário do Nordeste)


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