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domingo, 17 de maio de 2020

A eugenia dos tempos atuais


Por Getulio Freitas

Na novela Fina Estampa da Rede Globo de Televisão, Christiane Torloni interpreta Teresa Cristina, uma mulher da “alta sociedade”, que ostenta o nome e a riqueza, “o berço de ouro” de onde nasceu, quesitos que segundo ela, a deixam acima das outras pessoas, em outro nível.

domingo, 26 de abril de 2020

O poder do QI, quem indica.

Por Getúlio Freitas

Chamamos de “network” a rede de contatos que vamos montando ao longo da vida, nas relações que vamos estabelecendo na faculdade, no trabalho, nos meios sociais, além de ajudar o profissional a manter-se atualizado sobre o que acontece de mais novo em sua área e aprender. Através destes contatos é possível conseguir uma entrevista de emprego, e demais novidades que possam agregar social e profissionalmente, como já mencionado.

domingo, 19 de abril de 2020

A COOPERAÇÃO HUMANA E O AGIR DE DEUS


Por Getulio Freitas
A importância da ação humana em tempos de crise

Atualmente vivemos uma grande proximidade do Presidente da República bastante conveniente com um setor dito “conservador” da sociedade, os protestantes e outros que pertencem a outra religião, a “antipetista”, mas meu foco aqui é pontuar à luz do desenrolar bíblico o que foi ação humana e ação divina e como estes dois componentes sem relacionam.

quarta-feira, 18 de março de 2015

A legalidade e o poder

SinceraMente
Fagne Alexandre

"Não é possível que se aceite passivamente a própria administração pública em benefício de grupos particulares, abusando de um poder concedido pelo povo, não dado, mas concedido temporariamente".

A existência de leis não é um acaso, tão pouco a certeza de justiça, entendida esta como uma relação saudável entre as partes envolvidas. Logo se conclui que as relações humanas, ainda que passíveis de conflitos, devem está pautadas no consenso. Atualmente não seria suficiente viver sob o julgo da legalidade, pois isso resultaria em estagnação social, contudo a afronta a esta mesma legalidade que permiti e cria novas injustiças jamais poderia ser imaginada, como então exprimir seu acontecimento.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A política e a politicagem

SinceraMente
Por Fagne Alexandre

A história dos homens ainda não registrou nenhum período no qual a sociedade vivesse uma política que merecesse o nome de arte de administrar, contudo o termo foi forjado na Grécia Antiga juntamente com outro similar, democracia, na tentativa de engrandecer uma forma peculiar daquele povo conviver. Como o velho mundo permanece, no atual, os dominadores continuam induzidos os cidadãos ao erro com sua linguagem dúbia, não por acaso, mas condizentes com regras de um poder concentrador e dinástico.

A permanência no poder é uma das principais características dos administradores modernos, não que isso sendo legitimado pela competência de governar e pela anuência do povo seja ruim, mas se o principal motivo deixa de ser administrar para criar condições favoráveis a um mandato consecutivo disto resulta uma incompetência administrativa. Logo, a administração deve voltar-se ao pleno desenvolvimento de sua capacidade e competência, distanciando-se o máximo possível dos interesses pessoais.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

“Sem que nem pra que”

SinceraMente
Por Fagne Alexandre


Inúmeras são as questões que se encontram por trás da diversidade cultural


Caríssimos(as),
Trago hoje, em tom ameno, uma questão profunda, não pelo sentido dela própria, tão pouco pela minha capacidade, que reconhecidamente é limitada, mas diante do embaraço posto, digo que não é fácil convencer alguém sem palavras claras. Nascida do latim vulgar, exaltada nos versos de Luís de Camões, “oblíqua e dissimulada” na obra machadiana, reinventada e reverenciada diariamente, jamais poderia acreditar que fosse desrespeitada por quem se julga dominante no posto de servo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Violência

SinceraMente
Por Fagne Alexandre

Se as palavras fossem tão somente palavras elas perderiam o sentido de sua própria existência, e ironicamente não teriam sentido, fazendo com que toda a cultura humana fosse perdida. Não por acaso, o uso de determinada palavra dentro de um contexto específico dá a esta um sentido particularizado, algumas vezes pode até mesmo transformar seu sentido.

Não são poucos os exemplos de palavras que ao longo do tempo foram ganhando novos significados, algumas vezes, resultando disso a inacreditável descrença de ações diante de uma simples “palavra”.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O homem e o meio ambiente

SinceraMente
Fagne Alexandre

"A relação entre homem e natureza inquestionavelmente é determinada pelo comportamento econômico".

A existência de um conflito entre o homem e o meio ambiente não parece algo permanente tão pouco benéfico, principalmente ao homem, visto que este é parte desta, logo profundamente dependente dela. Não é possível indica onde teve início tal conflito, assim como a maneira inicial do mesmo, contudo, hoje atingindo praticamente todos os ambientes habitados pelo homem, tornou-se quase natural e inevitável.

A agressão ao meio ambiente está nascendo simultaneamente ao nascimento de nossos irmãos, porque para alimentá-los e protegê-los do calor ou do frio, para estes, o agasalho já não é suficiente, mas exige-se que seja o mesmo oferecido em forma de presente, para aquela, falta a produção em local mais próximo, inquestionavelmente é preciso lixo para protegê-la na viagem. Porém, a natureza sem o homem, literalmente, não faz o menor sentido, pois a presença humana não deve ser o problema, contudo seu péssimo comportamento social é maléfico, principalmente para ele, o homem.

sábado, 30 de outubro de 2010

A política e o povo

SinceraMente
Por Fagne Alexandre


A ideia democrática é tão apaixonante que o simples fato de sua menção levanta defensores irrefletidos e instantâneos para defender a tal ideia, tida como democrática, que seja colocada em perigo. Ninguém, ainda que motivado pela melhor das boas intenções, pode até o presente idealizar algo tão importante para o desenvolvimento do homem. Contudo, ainda que incontestável a beleza da ideia democrática, a atitude que dela se faz não parece tocar a essência, e a alegoria da caverna, descrita na República, é tão atual que faz desacreditar que governos possam ser democráticos.

Quem pode contestar que a vida do vizinho não tenha importância nos diálogos cotidianos, que tal vida seja necessariamente interligada com a daquele que a comenta, e que necessariamente a vida de uma pessoa esta ligada a de outras. Porém, nem sempre a percepção essencial de fatos e acontecimentos se faz, muitas vezes somente a aparência se manifesta, por inúmeros motivos, inclusive por interesse de poucos. Os poucos governantes não querem sequer dividir o poder, nem pense na possibilidade de perdê-lo, seria inaceitável, pessoas saídas do julgo de poucos, como os habitantes da caverna, passarem a discutir a administração da cidade. Se alguém comenta a vida de outro que tal comentário não possa atingir a democracia, pois faz parte da representação, a maioria nada decide, simplesmente cumprir seu papel.

A política não interessa aos governados, para isso existem os representantes, contudo a democracia é a forma de governo, pois o povo tem o governo que merece. Aparentemente o povo decide ser ignorado, mas todos podem falar mal do governo, até mesmo a imprensa tem espaço para todos, qualquer pessoa pode manifestar sua opinião em rádios e televisões nacionais, que são apenas concessões públicas, do governo em favor do povo. Participar efetivamente das discussões políticas pode ser perigoso, somente o voto é uma grande discussão, com ele o eleitor tem a oportunidade de ser representado por quatro bons anos.

A imprensa disponibiliza para toda população aquilo que mais interessa, não cabe a ela opinar, talvez até caiba, mas para o povo ela é fonte indispensável, não há que se duvidar de sua credibilidade. Ela, a imprensa, discuti pelo povo, até por que, ele, o povo, tem muitas ocupações, não há espaço para esclarecimentos, isto pode custar muito caro. Não é raro encontrar alguém chamado de polêmico tão somente por que é esclarecido, principalmente se colocar-se contra a visão da maioria, ou simplesmente da opinião pública publicada.

Existe o intermediário do debate político, ele é praticamente o ditador, mas a democracia é mais forte, o povo é quem governa, mesmo sendo governado. Alguns interesses que não são públicos permanecem como os principais da representação política, sem tais interesses o comportamento de políticos seria outro, nada está escondido atrás do belo nome, DEMOCRACIA. O nome tornou-se mais importante que a essência, ser democrático é ter um nome.

Fagne Alexandre
Graduado em letras pela UECE/FECLESC
Ex-Professor da Escola Cônego
Funcionário de empresa de economia mista

sábado, 23 de outubro de 2010

O certo pelo duvidoso

Tomar um caminho não significa ir aonde se pretende tão pouco a decisão mais acertada, contudo não seja retirada de tal acontecimento a responsabilidade dos atos daí derivados. Diante dos fatos está colocado o ser humano sem anúncio prévio dos passos dados e em que ponto está, mas com plena capacidade para percebê-los e passar a identificação dos vindouros, dentro de limites imprecisos.
Uma decisão tem como referência inúmeras caminhadas anteriores, as vezes conscientemente outras nem tanto, mas inquestionavelmente influentes na vida de outras pessoas, pois a vida humana ocorre necessariamente no plano social, ainda quando se acredita ser ela algo particular. É importante destacar que existe uma relação profundamente íntima entre vida social e particular, porém a percepção de tal limite é indispensável e mensurável. Pode se dizer que a relevância social de um caso torna-o particular ou social, seja entendido por relevância social a inserção de tal fato no maior número de casos particulares, jamais o simples conhecimento do fato.
Existem caminhos pelos quais jamais alguém desejaria passar, contudo como os próprios acontecimentos a origem de algo não pode ser precisamente identificada. A partir do ponto localizado toma-se a decisão ou se segue em frente sem destino pré-estabelecido, contudo atingir determinado ponto exige possibilidades as quais nem sempre estão acessíveis a todos, apesar da falácia de que estejam. A hipocrisia é tanta, em relação as possibilidades ofertadas a todos, que não existe referência aos obstáculos naturais existentes, escondida tal falácia na certeza que nem todos querem atingir o mesmo ponto.
A possibilidade, uma das principais faces da liberdade, não pode permitir sua exata mensuração, não pode ser claramente identificada, mas é fato que existe a capacidade de reconhecimento de alguns obstáculos a ela. Não é razoável esperar que um objeto arremessado ao norte se dirija ao leste, como então esperar que a igualdade de oportunidades esteja presente em uma sociedade em que poucos são privilegiados. Seria ingênuo aquele que socorrido pela sorte se salvasse de uma tempestade em seguida passasse a enfrentar outras crentes de que seria sempre salvo.
Diante do social o individuo é tão somente uma referência individualizante, capaz de identificar determinadas manifestações comportamentais, mas incapaz de criá-las visto que as mesma são essencialmente sociais.
A existência de algo não pode ser confundida com a referência da mesma, por exemplo, a beleza da flor, ainda que existente, não pode se confundir com uma bela flor, pois a bela flor é algo existente em si, enquanto a beleza da flor é tão somente uma abstração de tal beleza.
Assim ocorre à justiça, ela não pode ser confundida com sua denominação, ainda que o nome exista para identificá-la, ela é uma existência seu nome outra. Uma sociedade injusta não pode ser justa simplesmente por que assim a denominam, ela possui características essenciais que fazem sua identificação, muito mais que o nome que lhe atribuem.
A justiça é uma relação que tem reflexos profundos na sociedade, confunde-se sua essência com sua denominação, que mal empregada pela sociedade, que vive a hipocrisia, não compreende seus próprios passos. Talvez a justiça realmente seja cega, e aquele que a conduz o faz para seus próprios interesses.
Fagne Alexandre  
Graduado em letras pela UECE/FECLESC
Ex-Professor da Escola Cônego
Funcionário de empresa de economia mista

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A propaganda e o poder


Trabalhadores livres não podem se submeter a uma orientação que permita a estes serem responsáveis pelo desenvolvimento de toda sociedade, pois não é aceitável que o desenvolvimento seja um processo social, aparentemente submetidos aos interesses dos patrões cada um faz sua parte. A possibilidade de enriquecimento pelo esforço individual transforma a face do trabalho alienado em arma de ‘liberdade’, a qual está em destaque ainda que o seu praticante se encontre limitado pelo compromisso assumido com o patrão.

As aparências são mecanismos demasiadamente utilizados pelos filhos da modernidade, os quais deixaram de ser trabalhadores para transformarem-se em funcionários de uma empresa que é uma grande marca. Tais funcionários escolhem sempre as melhores marcas para usar, ainda que seja apenas uma cópia, pois a diferença existente entre o original e a cópia é tão somente o preço, desde que alguém não se atreva a fazer desqualificações. Fazer parte do grande aglomerado, ou seja, fazer parte da maioria, estando cada um individualizado imaginariamente, é tão importante quanto tornar-se o melhor profissional, ainda que ser melhor signifique trabalho gratuito.

Dentro da empresa na qual existe a exploração do seu trabalho, melhor dizendo, onde há a conquista de seus dias melhores, a competência de cada um é indiscutível, logo é necessário para que alguém se destaque a capacidade de encarar a jornada como algo que pode ser superada para seu próprio sucesso. A aliança entre trabalhadores por salários melhores pode ser um obstáculo ao sucesso pessoal, até por que fora das empresas estão milhares de trabalhadores esperando sua oportunidade que não pode ser desperdiçada.

Aqueles que estão à margem do processo produtivo, não por falta de competência, prova disso o simples fato de poderem assumir o lugar deixado por qualquer um que perda seu cargo, tornam-se um elemento importante na aceitação de explorações cada vez maiores. Estes mesmos marginalizados se submetem aos chamados “bicos”, mas precisam fazer de tudo que não ofenda a legalidade para depois de muito esperar ter sua oportunidade, não fosse bastante precisam andar aparentemente na moda porque podem um belo dia ficar ricos. A oportunidade está para todos que podem ser explorados, melhor dizendo, que podem trabalhar honestamente.

Não seria cômico se honestidade ficasse longe da legalidade, mas esta última esta a serviço de poucos ao passo que a primeira talvez esteja ironicamente rindo da hipocrisia da maioria que se submete pelo anseio mesquinho de poder explorar um dia, dia que na maioria das vezes nunca chega.

A internacionalização da tecnologia parece superar quase todas as barreiras, mas dificilmente, a continuar tal modelo explorador, melhor, econômico, poderá atingir todas as classes sociais. Não se pode negar que enquanto alguns poucos lutam por melhores salários uma grande maioria não tem sequer tal direito, mas a liberdade de cada um é inquestionável. A mudança de governo pode não significar muito para a população, até palhaço foi eleito para defender o direito que cada um tem de contestar, mas a importância de seu trabalho pode ser revista.

Cada comportamento exige uma determinada postura de seu praticante, mesmo para aqueles que têm fé isto é exigido, pois como dizem “a fé remove montanhas”, pode se dizer em nossa língua, remove serras, mesmo que alguns representantes desta categoria se coloquem contra. Cada trabalhador pode encontrar em outro sua identidade guardadas as devidas proporções, mas se o individualismo é o melhor caminho para a sociedade, já não é mais possível dizer que o homem é um ser pensante, senão um ser repetente.

Uma dialética se impõe ao homem, quanto mais social mais submetido ao individuo, quanto mais individual mais submetido ao social.

Fagne Alexandre 
Graduado em letras pela UECE/FECLESC
Ex-Professor da Escola Cônego
Funcionário de empresa de economia mista

domingo, 10 de outubro de 2010

Símbolos Modernos

Sinceramente
Fagne Alexandre

Imagem Ilustrativa
Existe subentendido na mente da maioria dos consumidores um conceito de moda, o qual, por mais paradoxal que seja, foi formado pelo próprio individuo, capaz de colocá-lo ao mesmo tempo de acordo com tal conceito e ainda ser símbolo de sua individualidade.

A moda não está acima de ninguém, todos sabem disso, cada um vive sua individualidade, sem referência a uma maioria. Se não existe a valorização do coletivo provavelmente é porque não existe tal necessidade, visto que somos todos livres. Não cabe questionar a liberdade, ela existe, está intimamente ligada aos interesses da grande imprensa, ela é moda. Contudo é importante destacar que sua face não pode mudar ao gosto da imprensa, a qual tem pouca ou quase nenhuma influência sobre nosso comportamento.

A conhecida pirataria é uma face não muito atraente da moda, mas sem ela quantos consumidores precisariam mudar o figurino, para que não parecessem as mesmas. Ela faz o desenvolvimento do mercado, não pela sua produção em si, mas pela concorrência provocada, visto que sem ela a marca e o produto seriam sempre o mesmo. Não que o produto precise da pirataria em si, mas que ela, a pirataria, faz surgir novas marcas, as quais somente atingem o sucesso motivado por escolhas absolutamente pessoais.

Não é interessante falar sobre assuntos polêmicos, é importante destacar algo que torne-se gosto de todos, torne-se não, pode parecer tendencioso, mas que seja gosto, se não de todos, da maioria. Pode ser que a um ou a outro a fome pareça um tema ambiental, mas inquestionavelmente permanece matando pessoas em praticamente todos os continentes.

Um discurso que não enfrenta o problema, mas ganha adeptos pela sua inquestionável necessidade pode ser perfeitamente divulgado e repetido, desde que não faça referência ao enfrentamento real do problema. Para alguns é possível salvar o planeta recolhendo o lixo produzido e jogando no espaço, talvez. Será que o problema não está no modelo econômico? Mas a moda não pode acompanhar tal atitude. A hipocrisia, ou mesmo a ignorância, não se aproximam da moda, ela, a moda, está à frente.

Como diria o poeta, “somos todos iguais e tão desiguais”, e, ainda que a cultura seja intimamente ligada ao ser humano este parece não reconhecer o contexto social no qual está inserido.

Fagne Alexandre
Graduado em letras pela UECE/FECLESC
Ex-Professor da Escola Cônego
Funcionário de empresa de economia mista

sábado, 2 de outubro de 2010

A importância da imprensa

SinceraMente
Por Fagne Alexandre*

Atualmente é inimaginável a ausência dos meios de comunicação, seja rádio, televisão ou internet, é praticamente impossível visualizar tal situação em que as “verdadeiras” informações deixariam de chegar, com toda sua importância para nossa formação, até cada um de nós. Estamos tão próximos dos meios de comunicação que muitas vezes confundimos nossas opiniões com aquelas que são veiculadas através destes.

A distância entre tais meios, ainda que não refletida por nós, também não é maior que a nossa em relação a estes, assim como muitas de nossas referências são originadas de suas publicações, o mesmo acontece entre eles. Se nossos olhos se voltam para os pontos mais importantes, em nossas opiniões, não seria justo que o destaque dado por tais meios fossem diferentes, ou seja, não podem eles se colocar distantes de seus interesses.

Também não seria justo afirmar que todos, meios de comunicação e nós, estamos envolvidos em um mesmo e único assunto, alguns falam de futebol, outros de política, e os demais de assuntos diversos, talvez cada um com sua opinião particular. Não seria interessante discordar da opinião da “maioria”, ainda que ela seja fictícia, mas desde que seja a existente. Nisto não parece residir qualquer contradição, assim como não é possível encontrar contradição entre fatos da imprensa e da realidade.

Um assunto ou outro que escapa aos gostos, gostos não, aos interesses da imprensa, interesses também não, pode parecer tendencioso, aos “olhos” da imprensa certamente não tem importância. Contudo não esqueçamos que importância é o conceito de relação, ou relativo, mas certamente não estão aí interesses da própria imprensa, pois como todos sabem “ela não tem cara”, apenas olhos.  

Seria um grande erro comparar a essência com a aparência, como seria absurdo comparar grandes e pequenos sem respeito à proporção, os chamados meios de comunicação de massa não podem ser vistos com os mesmos olhos que vêem órgãos de imprensa sem grande notoriedade. Aqueles, os meios de comunicação de massa, não são tão somente os meios utilizados, são sim as publicações e reproduções das mesmas. Obviamente, reproduzir interesses de grupos particulares não é papel dos meios de comunicação de massa, certamente eles estão interessados em informar...

Talvez tentar uma notícia diferente não agrade o público, ainda que tal público tenha uma opinião particular, independente, mas nós não podemos concordar com tal público, que está em desacordo com a grande mídia, pois ela simplesmente “informa”, não traz nenhuma referência aos interesses de grupos particulares.

Fagne Alexandre
Graduado em letras pela UECE/FECLESC
Ex-Professor da Escola Cônego
Funcionário de empresa de economia mista